21 trabalhadores do aeródromo de Tires enviados para casa

APAO PCP teve conhecimento que os 21 trabalhadores da empresa PSG que desempenham as funções de Assistentes de Portos e Aeroportos (APA) no aeródromo de Tires foram enviados para casa pela administração e substituídos por agentes da PSP, em regime de gratificados. A administração do aeródromo alegou junto dos trabalhadores, a caducidade da formação de 8 trabalhadores como razão para o envio de todos os 21  funcionários APA para casa, mas sempre com a promessa de um regresso a curto prazo ao serviço, que nunca se concretizou.

 

Em reunião de Câmara o vereador do PCP, Clemente Alves, questionou o presidente da autarquia sobre a situação dos trabalhadores e obteve como resposta a informação que, ao contrário do que havia sido prometido,  os trabalhadores só regressarão aos seus postos de trabalho após o lançamento de um novo concurso público, na medida em que se encontram a decorrer os procedimentos legais para por termo ao contrato celebrado com a empresa PSG. No entanto, a Câmara afirma que os postos de trabalho não estão em causa.

 

Uma vez mais, a Câmara está a desenvolver um processo pouco claro e que coloca em causa os direitos dos trabalhadores. Os constantes problemas com os concursos públicos e com as empresas subcontratadas, reforçam a necessidade da Câmara passar todos estes funcionários para o seu quadro de pessoal e, assim, salvaguardar a qualidade dos serviços prestados e a defesa dos direitos e postos de trabalho de cada um destes trabalhadores. Por outro lado, o PCP espera que estes profissionais não estejam a ser usados como bodes expiatórios dos graves problemas de segurança existentes no aeródromo de Tires, dos quais a Câmara é a principal responsável.