CDU contra a concentração de urgências em Lisboa

Veio recentemente a público a intenção do Governo de reduzir as urgências na Área Metropolitana de Lisboa. Ainda que haja uma tentativa de mascarar mais esta brutal machadada no direito das populações à saúde com artifícios de linguagem e supostas “fases” de transição, é claro que aquilo que está em curso é mais um ataque ao direito à saúde, ao SNS e às populações da Grande Lisboa.

 

Bem pode o Governo fugir de “encerramento”, “corte” ou “concentração de serviços” e recorrer a pomposos termos como “reorganização”, “poupança” ou “multidisciplinaridade” para justificar o injustificável. O que está em causa é dar mais um passo no caminho de destruição do SNS. Caminho que conhece como episódios anteriores: a fusão de serviços do Curry Cabral e Pulido Valente, o encerramento do Desterro e Miguel Bombarda e a intenção de fechar a Maternidade Alfredo da Costa.

 

Neste caso, a cumplicidade da Câmara Municipal de Lisboa e do seu presidente, António Costa, é gritante! A intenção de António Costa de varrer do mapa da cidade os hospitais na Colina de Santana (S. José, Santa Marta, Capuchos e Miguel Bombarda) é reveladora da cumplicidade entre a CML e o Governo. Nesta como noutras matérias, PS, PSD e PP, andam de mãos dadas, prosseguindo o objectivo comum de entregar aos grandes grupos económicos o controlo da cidade e do país.

 

A CDU denuncia e repudia vivamente mais este ataque ao SNS e ao direito das populações à saúde. O que os portugueses e o SNS precisam é de mais e melhor investimento na saúde, com uma aposta efectiva numa política de saúde pública, gratuita e de qualidade, próxima dos cidadãos, em linha com as necessidades das populações, em consonância com a Constituição da República Portuguesa e não com qualquer memorando assinado com entidades estrangeiras!

 

Sendo esta uma época pré-eleitoral cumpre à CDU lembrar que a luta de milhares de lisboetas pelo direito à saúde pode agora ganhar uma maior expressão, através do voto. O voto na CDU é um voto em que está ao lado das populações na luta pelo direito à saúde, um voto em quem tem um projecto para a cidade de que os serviços públicos, incluindo os serviços públicos de saúde, são parte integrante fundamental. O voto na CDU é, além disso, um voto que castiga quem sucessivamente engana e ataca os lisboetas nos seus direitos fundamentais.

 

 

 

João Ferreira