Salários por pagar no Sector Aéreo

foto avioÀ dramática situação que se vive no sector aéreo, com despedimentos em curso que podem atingir cerca de 5 mil trabalhadores e com cortes salariais de 20 e 33% a mais de 18 mil, juntam – se agora cerca de 500 trabalhadores da White Airways,que até 12 maio não tinham recebido os salários devidos do mês de Abril. Estes trabalhadores do Grupo OmniAviação, em cima do corte de 33% dos seus salários com a aplicação do Lay-off desde o dia 1 de Abril, requerida pela empresa, veêm agora a sua situação social se agravar de forma dramática com o ainda não pagamento do salário de Abril.

As consequências sociais e familiares do não pagamento de salários são brutais e atentam contra a dignidade dos trabalhadores e das suas famílias que nenhuma causa ou explicação pode justificar.

 

A par do não pagamentos de salários, que já tem sofrido outros atrasos em situações anteriores, a Administração da empresa também não tem pago ajudas de custo devidas em relação ao mês de Março, a pilotos e assistentes de bordo, que teriam de ser pagas até 15 Abril, assim como não prestou contas devidas aos trabalhadores a quem não lhe renovou os respectivos contratos de trabalho a prazo, que terminaram no final de Abril, nomeadamente no que diz respeito ao direito que tem de receber em salário a parte proporcional das férias e do subsídio de Natal.

 

A organização do PCP no sector aéreo em Lisboa vem assim exigir da Administração do Grupo OmniAviação, o imediato pagamento dos salários e outras remunerações em atraso na White Airways e o fim dos despedimentos em curso por via da não renovação de contratos de trabalho a prazo. 

 

Para o PCP não há combate maior e mais urgente ao surto epidémico da covid19 e ao relançamento economico do País e do sector aéreo do que a defesa e protecção da totalidade dos empregos e o pagamento atempado e integral de todos os rendimentos devidos aos trabalhadores.

 

A situação que vive o Grupo OmniAviação, em particular com o não pagamento de salários e de recurso a despedimentos, torna ainda mais premente a urgente intervenção do Governo no sector aéreo, com um plano Estatal assente no controlo, gestão pública e viabilização da TAP e do conjunto do sector aéreo, na garantia de todos os postos de trabalho e dos salários por inteiro, na reintegração de todos os trabalhadores até agora despedidos.

 

Lisboa, 12 Maio 2020.

A organização do PCP no Sector Aéreo de Lisboa