Greve dos Transportes iniciou-se com elevados níveis de adesão

imagem0100.jpgIniciou-se a greve do sector dos transportes, com adesões nuito fortes. No sector ferroviário, a adesão, superior a 90%, levou à supressão da generalidade das circulações a partir da meia-noite. A greve estende-se a partir da manhã à Carris, TST, Transtejo e Soflusa.

Trabalhadores dos TST concentrados frente ao Ministério dos Transportes

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Os trabalhadores da empresa de transporte público de passageiros – Transportes Sul do Tejo, concentraram-se ontem em frente ao Ministério dos Transportes, no quadro da realização de uma greve de 24 horas que registou uma adesão superior a 80%. Contestaram o congelamento salarial numa empresa que tem acumulado lucros à custa das indemnizações compensatórias pagas pelo Estado e da progressiva redução dos salários reais dos seus trabalhadores. No dia 27, a luta prossegue em conjunto com diversas empresas do Sector de Transportes e Comunicações.

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Contas da TAP de 2009: Argumentos acrescidos contra a Privatização!

Sobre a apresentação das contas da TAP, ontem realizada, a Célula do PCP na TAP editou a nota de imprensa anexa, de onde destacamos o seguinte excerto: «Mas o que [estas contas] demonstra[m] inequivocamente é a validade dos argumentos do PCP contra a sua privatização. Demonstram que a TAP é um importante factor de criação de riqueza em Portugal, que com a privatização ficaria seriamente em risco. Demonstram que a TAP é um poderoso contribuinte líquido para o orçamento de Estado (somando os seus resultados com o conjunto da receita fiscal  gerada), cuja privatização agravaria todos os défices das contas públicas. Demonstram que a TAP é um poderoso contribuinte para o Emprego em Portugal (e para a Segurança Social), num momento em que o desemprego ultrapassa os 10%. Demonstram quão errada foi a opção de autonomizar e privatizar a SPDH, sector lucrativo e de reconhecida qualidade da TAP, cujos efeitos directos e indirectos da sua privatização e desprivatização forçada ainda se fazem sentir na TAP. Demonstra que o caminho de futuro para a TAP é o que a Célula do PCP tem apontado (corrigindo erros da actual gestão, reforçando o investimento na Manutenção, invertendo o processo liberalizador no handling, reforçando os direitos dos trabalhadores, etc) e não a cartilha neoliberal.» 

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PCP em acção de esclarecimento e mobilização junto dos motoristas de mercadorias

imagem0098.jpgDurante este dia 5 de Abril, realiza o PCP uma acção de contacto com motoristas de mercadorias junto da fronteira de Vilar Formoso. Durante a iniciativa, foi distribuído aos trabalhadores presentes o Boletim do PCP "O Motorista" (que pode ler aqui ), tendo-se realizado às 16.00 uma sessão pública que contou com as intervenções de José Gil (PCP), Vitor Pereira (FECTRANS) e Bruno Dias (PCP, Deputado na Assembleia da República). Nas intervenções, foi reafirmado o apelo do PCP à "Unidade e Luta contra a exploração e a precariedade, pelos salários com direitos",  e prestadas contas do trabalho desenvolvido pelo PCP na Assembleia da República em defesa dis direitos dos motoristas, nomeadamente pela revisão do DL  126/2009.

PCP solidário com motorista da CarrisTur alvo de represálias por denunciar irregularidades

O trabalhador Francisco Manuel Murteira Nunes, motorista da CarrisTur, alertou oportunamente a ACT para injustiças e ilegalidades que ali ocorriam, ainda hoje não totalmente resolvidas, nomeadamente acumulações de turnos e de horários em que são colocados a conduzir autocarros, com as nocivas implicações no repouso, na saúde, na vida familiar e na segurança rodoviária. Meses mais tarde, parte do problema teve resposta por parte da empresa mas, na primeira oportunidade, esta notificou-o secamente da intenção de não lhe renovar o seu contrato. Consciente de que o único “crime” que cometeu foi o de denunciar e não se submeter à injustiça, à exploração e à violação da legalidade, este trabalhador continua a lutar pelo seu posto de trabalho. Na AR, o PCP questionou o Governo sobre esta injustiça através do MOPTC e do MTSS.

Ler pergunta ao MOPTC em PDF

 

Ler pergunta ao MTSS em PDF

 

PCP com os trabalhadores da Barraqueiro, contra a exploração

barraqueiro.jpgSão frequentes, graves e justas as queixas acerca de violação da legislação laboral contra a Empresa Barraqueiro Transportes SA. Nomeadamente, por manter trabalhadores a prazo ocupando postos de trabalho efectivos, e pela violação sistemática do Acordo de Empresa em vigor (impondo intervalos de 5 horas, não realizando a devida compensação pelas horas extraordinárias trabalhadas, não pagando as refeições em deslocado, as folgas e feriados trabalhados nos termos do AE, não eliminando a hora técnica, etc.). Mas apesar das denúncias, a situação mantêm-se, num quadro de crescente exploração dos trabalhadores da empresa, razão pelo que o PCP confrontou o Governo com a não intervenção das entidades responsáveis, nomeadamente da ACT. 

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Avarias dos meios mecânicos do Metropolitano: consequência da política de subcontratação

Perante as crescentes queixas dos utentes do Metropolitano de Lisboa sobre as frequentes avarias de meios mecânicos de acessibilidade às estações, nomeadamente escadas rolantes, tapetes rolantes e elevadores, decidiu o PCP questionar o Governo sobre a resolução deste problema e da relações com as opções, há longos anos tomadas e mantidas de entrega destas reparações a empresas exteriores ao Metropolitano.

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Ilegalidades e repressão não escondem grande greve dos ferroviários: a luta continua!

 

 mini-_dsc0033.jpgmini-_dsc0073.jpgContra o Redução dos Salários!

 Requerimentos entregues hoje na AR dirigidos ao MOPTC e ao MTSS

 

Por todo o país, a greve do sector ferroviário afectou significativamente a circulação, registando adesões superiores a 80% em muitos locais de trabalho. A EMEF do Entroncamento aderiu à luta a 90%. Na CP Carga a circulação está praticamente paralizada desde as 24.00 de ontem. Nas redes urbanas de Lisboa e Porto entre as 24.00 e as 10.00 realizaram-se apenas os serviços mínimos (25%). Os primeiros Alfas e Intercidades foram suprimidos. No Sul do país até às 10.00 a circulação encontrava-se suprimida. Para tentar intimidar os ferroviários, estas 4 Empresas (tuteladas pelo Governo!) envolveram-se num frenesim de ilegalidades que roçam a irresponsabilidade e demonstram um sentimento de inimputabilidade perigoso e anti-democrático. Por todo o país, forçaram a ilegal substituição de trabalhadores em greve, chegando ao cúmulo de expulsar do CCO de Braço de Prata os trabalhadores grevistas que estavam a assegurar os serviços mínimos para os substituir (ilegalmente e irresponsavelmente, repetimos!) por quadros superiores da empresa que furaram a greve.

O deputado do PCP Bruno Dias, perante a denúncia do piquete de greve, deslocou-se de imediato ao CCO, onde confrontou os responsáveis com as ilegalidades que estavam a ser cometidas, e assumiu o compromisso de confrontar o Governo e as restantes entidades públicas com estas ilegalidades. As entidades que em teoria deveriam assegurar a segurança ferroviária, o cumprimento das leis do trabalho, e o cumprimento da lei em geral, apesar de chamadas a intervir pelo piquete de greve escusaram-se a fazer cumprir a lei!

PCP denuncia situação de precariedade da SPDH na Assembleia da República

Na sequência da reunião do Grupo Parlamentar com a Comissão de Trabalhadores da SPDH, integrada na Campanha Nacional do Partido "LUTAR contra as injustiças e EXIGIR uma vida melhor" foram apresentados na Assembleia da República dois requerimentos, um sobre o atraso nas respostas da ACT às queixas colocadas pelos trabalhadores e outro sobre as condições de precariedade existentes na empresa.

Ler requerimentos sobre ACTem pdf

Ler reqquerimento sobre precariedade em pdf

 

Luta na Carris com adesão a rondar os 50%, apesar da repressão e da intimidação do Governo patronato

mini-19032010.jpgRealizou-se hoje uma jornada de luta dos trabalhadores da Carris, pelo cumprimento do AE e pelo aumento de salários. Os plenários com recolha de material contaram (no seu conjunto) com a presença de centenas de trabalhadores e realizaram-se ao abrigo de um pré-aviso de greve para o período das 8 às 12 horas da manhã. Os trabalhadores tiveram de enfrentar uma intensa pressão e intimidação do patronato, que somou à prática ilegal de retirada de prémios a imposição de serviços mínimos ilegais, a troca de turnos e outras acções similares. Nos plenários, os trabalhadores mandataram os sindicatos para dinamizar novas formas de luta. A Célula do PCP na Carris saúda a luta dos trabalhadores, e expressa a sua confiança que é possível reforçar ainda mais a unidade e luta dos trabalhadores da empresa, no único caminho que pode impedir o actual brutal ataque aos direitos e salários de quem trabalha: a luta!