Situações de insegurança grassam na Baixa

São muitas as queixas sobre a falta de segurança em áreas concretas da Baixa de Lisboa. Esta questão já motivou algumas intervenções políticas da CDU,designadamente através de requerimento solicitando informação sobremedidas que a Câmara de Lisboa deva adoptar para obviar a estasituação.   As suas causas radicam na política de direita realizadas pelo PS  e pelo PSD,
Não há medidas sérias de intervenção nem do Governo nem da Câmara

Situações de insegurança grassam na Baixa

São muitas as queixas sobre a falta de segurança em áreas concretas da Baixa de Lisboa.
 
Esta questão já motivou algumas intervenções políticas da CDU, designadamente através de requerimento solicitando informação sobre medidas que a Câmara de Lisboa deva adoptar para obviar a esta situação.  

As suas causas radicam na política de direita realzadas pelo PS  epelo PSD, que provocam a pobreza. Esta provoca sentimentos de desespero que têm consequências pessoais degradantes – as quais passam em muitos casos pela toxicodependência e prostituição, fenómenos existentes nas ruas desta zona.

A situação agravou-se com a não resolução do problema do Largo do Intendente pela Câmara Municipal presidida pelo PSD com o appoio do CDS – que não resolveu o problema de fundo.
 
A questão é de tal modo séria que a insegurança já chegou à Baixa.
 
Do Martim Moniz à Praça da Figueira, os cenários são de filme policial de terceira categoria.

A indústria hoteleira e os comerciantes vivem momentos de grande aperto. Não bastando as consequências da crise, agora juntam-se as situações de insegurança e de ambiente desagradável para hóspedes e clientes. Segundo informações fornecidas, só este ano já aconteceram cerca de 30 situações de assalto a hóspedes de um hotel da zona, por exemplo. Todos os dias se repetem assédios indesejados e incomodativos, certamente resultantes de vivências pessoais de extrema pobreza e de desespero.
 
O resultado de tudo isso é um só: falta de segurança e de tranquilidade nos espaços públicos.

Tudo isto se agravou pelo facto de a CML, tanto no tempo do PSD como agora, do PS, não terem continuado as políticas em curso em 2001, nem sequer exigir intervenção consistente da parte do Governo e suas agências especializadas de forma concertada com a Autarquia.

E, no caso actual, com uma dupla responsabilidade: o actual Presidente da CML foi anteriormente ministro da Administração Interna.

De facto, nas ruas não se dá conta de qualquer esforço sério. Apenas medidas desgarradas e pontuais, mais viradas aliás para a repressão casual de situações de ponta do que integradas num plano global de ataque ao problema. 



Lisboa, 4 de Agosto de 2009