HOSPITAL DE LOURES - Expectativas defraudadas

HOSPITAL DE LOURES - Expectativas defraudadas


Foi recentemente enviado aos Vereadores da Câmara Municipal de Loures o Perfil do Contrato de Gestão para o Hospital de Loures.

Para espanto dos Vereadores da CDU fica-se a saber que o futuro Hospital de Loures não irá servir a totalidade da população deste concelho, deixando de fora as populações das freguesias de Stª Iria de Azóia, São João da Talha, Bobadela, Moscavide, Prior Velho,  Sacavém e Portela, sem que seja referida a alternativa para estas populações.  

Os eleitos da CDU na Câmara Municipal de Loures não podem deixar de lamentar a atitude passiva da maioria PS na Câmara Municipal de Loures que se limita a tomar conhecimento das intenções do Governo, em vez de energicamente defender os acordos anteriormente feitos e os interesses da população do Concelho.

Loures, 17 de Maio de 2007

Os Vereadores da CDU

Loures, Desporto, Cultura e apoio ao Movimento Associativo

Desporto, Cultura e apoio ao Movimento Associativo, cinco anos de marasmo

No âmbito da sua actividade, os vereadores da CDU têm procurado acompanhar de perto as iniciativas, projectos, necessidades e dificuldades dos agentes culturais, desportivos e associativos do nosso concelho de Loures.

Após cinco anos de gestão PS, entendemos ser o momento para um balanço mais global da situação e da actividade municipal nestas áreas.

Para o efeito, promovemos um conjunto de contactos, que culminaram com reuniões com a Associação das Colectividades do Concelho de Loures e com as Colectividades das zonas oriental e norte do Concelho.

Assim, podemos caracterizar sinteticamente a situação da forma seguinte:

a)Progressiva e crescente perda de dinamismo e pujança do Movimento Associativo do Concelho, motivado por dificuldades próprias, de carácter social e financeiro, que a actividade da Câmara Municipal não contribui para alterar, como é imprescindível;

b)Progressivo afastamento da actividade da Câmara Municipal das efectivas necessidades dos agentes culturais e desportivos e do Movimento Associativo, cujos dirigentes são amadores e voluntários.

Crescente burocracia e tratamento administrativista das relações e apoios aos agentes destes sectores, traduzidos nos prazos exigidos para a apresentação de candidaturas, falta de resposta atempada às mesmas, exigências desajustadas da realidade da grande maioria desses agentes, desincentivando a sua apresentação e a consequente realização de actividades ou investimentos;

      Eliminação de iniciativas conjuntas de colectividades, que contribuíam para a afirmação global e conjunta de sectores importantes como o Festival de Bandas,  Jogos da Paz, entre outros;

c)Progressiva eliminação dos critérios objectivos, claros e transparentes de atribuição de apoios, como se comprova pela suspensão do RAME, continuando a Câmara Municipal a atribuir apoios, de forma pontual e casuística.

Salientamos que nos últimos cinco anos, não há novos equipamentos construídos por colectividades, o que confirma o que afirmamos e traduz um empobrecimento relativo crescente do nosso Concelho;

d)Abandono de iniciativas, modalidades e áreas que prestigiavam Loures e significavam um forte investimento para o futuro, como  o Programa de Desenvolvimento do Xadrez.

Face à avaliação a que procedemos, os vereadores da CDU na Câmara Municipal apresentam as seguintes propostas concretas, com o objectivo de contribuir para que o Município corresponda às necessidades objectivas e concretas do Movimento Associativo e de uma política que vise o desenvolvimento harmonioso do Concelho de Loures:

1 – Apoio à regularização da situação e licenciamento dos bares das colectividades, prestando apoio técnico e administrativo para o efeito;

2 – Reposição do RAME – Regime de apoio municipal à construção e beneficiação de equipamentos colectivos, definindo no início de cada ano as disponibilidades do orçamento municipal para as candidaturas aprovadas;

3 – Revisão do RMAA – Regulamento municipal de apoio ao Movimento Associativo, com efectiva participação do Movimento Associativo;

4 – Aprovação de proposta, a submeter à Assembleia Municipal, de isenção do IMI para as colectividades que não tendo, ainda, obtido o estatuto de Utilidade Pública, desenvolvam actividade de mérito reconhecido pela Câmara Municipal, de acordo com critérios objectivos;

5 – Criação de escalão próprio para as colectividades no tarifário da água, saneamento e resíduos sólidos, que reflicta o apoio do Município à sua actividade;

6 – Criação imediata de um Gabinete de Apoio ao Movimento Associativo, com o objectivo de apoiar as colectividades no seu relacionamento com a Administração, Local e Central, na elaboração de candidaturas, na procura de meios de apoio à sua actividade.


Loures, 29.Março.2007