Obras na Avenida Estado da Índia, em Sacavém

Obras na Avenida Estado da Índia, em Sacavém

Considerando a irresponsabilidade e a falta de rigor de planeamento com que estão a decorrer as obras na Avenida Estado da Índia em Sacavém, sob responsabilidade da Câmara Municipal de Loures, a CDU Sacavém manifesta a sua indignação pela falta de respeito e pelos silêncios comprometedores dos Presidentes da Câmara Municipal de Loures e da Junta de Freguesia de Sacavém para com a população.

As obras iniciaram-se em Setembro de 2005, com um prazo de execução até Setembro de 2006. Passados nove meses sobre a data em que deveriam estar terminadas e após o último compromisso do Presidente da Câmara, segundo o qual as obras terminariam no final de Junho do ano corrente, aquilo com que a população de Sacavém ainda se depara é com um estaleiro permanente, dificuldades de circulação de peões e automobilistas, deficiente sinalização, destruição de zonas verdes e de arranjos anteriormente executados.

A alteração orçamental recentemente aprovada pela Câmara Municipal de Loures, retira três milhões de euros do orçamento inicial, verba esta que estava destinada para a execução da obra. Aumenta assim o pessimismo e preocupação de todos os que acreditaram na palavra e nas promessas dos senhores Presidentes da Câmara e Junta de Freguesia.

Mesmo assim, a população de Sacavém continua a sofrer mais incómodos no tempo e na forma, por motivo de um troço de estrada com extensão de 300 metros, do que aqueles que decorreram aquando da construção da Expo 98.

Os sistemáticos apelos de compreensão feitos pelo senhor Presidente da Câmara esgotaram já a paciência dos moradores que, indignados, classificam esta obra digna de registo nos manuais de incompetência e de incúria.

Sacavém, 05 de Junho de 2007

A CDU Sacavém

CDU Loures - Cinquenta milhões de Euros ao abandono

Cinquenta milhões de Euros ao abandono

A propósito das comemorações do Dia do Ambiente é indispensável que se avalie o desempenho da Câmara Municipal de Loures nesta área de importância decisiva para a qualidade de vida das populações do Concelho. Poderíamos realizar um balanço genérico, abordando várias vertentes do assunto e infelizmente em todas chegar a conclusões lamentáveis. Para evitar a dispersão das atenções e porque outras oportunidades surgirão para voltarmos ao tema entende a CDU neste momento abordar de forma mais detalhada a situação da Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) localizada em Frielas.

Este equipamento inaugurado em Junho de 1999, foi concebido como coração do sistema de despoluição do Rio Trancão, capaz de tratar 700 mil habitantes equivalentes, ou seja todos os esgotos domésticos da zona norte do Concelho de Loures e todo o Concelho de Odivelas, assim como os esgotos industriais produzidos na mesma área, nalguns casos após pré tratamento.

O investimento realizado, cerca de cinquenta milhões de Euros, comparticipado por fundos europeus, foi na altura o maior investimento realizado em equipamentos do tipo no País.

Seria legitimo esperar que tão importante equipamento pudesse merecer a maior atenção por parte da Câmara Municipal de Loures e das empresas que dirige ou onde intervém, Serviços Municipalizados e SIMTEJO, mas a lógica que qualquer cidadão entende não é a lógica do PS que governa a Câmara há quase seis anos. Na realidade a ETAR de Frielas está pouco mais que ao abandono.

As nossas afirmações são justificadas não só pela observação das consequências; esgotos a entrarem directamente nas linhas de água, odores insuportáveis e recorrentes na freguesia de Frielas e zonas envolventes, mas também pelas informações técnicas que têm sido fornecidas a pedido dos Vereadores da CDU.
Nestas informações os responsáveis pela ETAR assumem que há órgãos da estação que estão desligados para evitar custos, como é o caso da desinfecção final dos efluentes tratados, situação que inviabiliza o aproveitamento daquela água por exemplo para fins industriais, regas de zonas verdes, lavagem de ruas, lavagem de contentores de resíduos sólidos, enquanto se gastam milhões de m3 de água para consumo humano nestas actividades.

Desperdiça-se assim o potencial ambiental e até económico da ETAR, causam-se graves incómodos à população residente, degrada-se um investimento de cinquenta milhões de Euros.

Neste Dia Mundial do Ambiente apelamos aos cidadãos do Concelho de Loures para que se juntem a nós na exigência de uma política Ambiental consciente e séria no Município, na defesa dos valores ambientais e da gestão competente do erário público.


Junho. 2007
A CDU LOURES     

PCP Loures - Greve Geral e Saúde

A Direcção Concelhia de Loures do PCP, reunida para analisar a situação política e social no concelho, decidiu:

1 – Saudar todos os trabalhadores do Concelho de Loures que aderiram à greve geral promovida pela CGTP-IN.

Os trabalhadores portugueses fizeram ouvir a sua voz contra as medidas políticas e sociais do governo PS, que os afecta seriamente no seu quotidiano de trabalho e de vida.

Também em Loures a greve geral se fez sentir nas principais empresas do concelho: na Câmara e nos Serviços Municipalizados onde não foi recolhido o lixo, na Valorsul com dois dias de greve e a produção completamente parada, na Saint-Gobain Sekurit e Saint-Gobain Glass com níveis de paralisação entre os 80 e os 90%, na Dyrup com paragens de turno a 80%.

Também outros sectores de actividade foram afectados por esta greve: as Juntas de Freguesia com paralisações a 100% em Santa Iria de Azóia, S. João da Talha, Bucelas e Santo Antão do Tojal, na Pluricoop no Zambujal e em Santa Iria; na IPSS Pomba da Paz no Catujal. Encerraram as Escolas Básicas n.º 1 da Bobadela, de Sacavém e da Apelação; as Escolas Básicas n.º 2 e 3 de Vale de Figueira; os Jardins de Infância de Frielas, Prior Velho e Sacavém.

Muitos outros trabalhadores do concelho, apesar dos condicionamentos, da chantagem e da falta de liberdade em muitas empresas e locais de trabalho, assumiram, com coragem e determinação esta jornada de luta.

A greve geral foi um sério aviso ao governo. A luta vai continuar por uma mudança de rumo para a política nacional.

2 – Realizar uma Mesa Redonda sobre o Hospital de Loures no dia 20 de Junho e a  decisão peregrina do governo, de deixar de fora cerca de 60% dos residentes do Concelho de Loures a quem o hospital se destinaria.

3 – Participar, activamente, na preparação da Festa do Avante com a realização de jornadas de trabalho a partir de 23 de Junho, na venda da EP – Entrada Permanente e na divulgação desta iniciativa do PCP.

Loures, 5 de Junho de 2007


A Direcção Concelhia de Loures do PCP

HOSPITAL DE LOURES - Expectativas defraudadas

HOSPITAL DE LOURES - Expectativas defraudadas


Foi recentemente enviado aos Vereadores da Câmara Municipal de Loures o Perfil do Contrato de Gestão para o Hospital de Loures.

Para espanto dos Vereadores da CDU fica-se a saber que o futuro Hospital de Loures não irá servir a totalidade da população deste concelho, deixando de fora as populações das freguesias de Stª Iria de Azóia, São João da Talha, Bobadela, Moscavide, Prior Velho,  Sacavém e Portela, sem que seja referida a alternativa para estas populações.  

Os eleitos da CDU na Câmara Municipal de Loures não podem deixar de lamentar a atitude passiva da maioria PS na Câmara Municipal de Loures que se limita a tomar conhecimento das intenções do Governo, em vez de energicamente defender os acordos anteriormente feitos e os interesses da população do Concelho.

Loures, 17 de Maio de 2007

Os Vereadores da CDU

Loures, Desporto, Cultura e apoio ao Movimento Associativo

Desporto, Cultura e apoio ao Movimento Associativo, cinco anos de marasmo

No âmbito da sua actividade, os vereadores da CDU têm procurado acompanhar de perto as iniciativas, projectos, necessidades e dificuldades dos agentes culturais, desportivos e associativos do nosso concelho de Loures.

Após cinco anos de gestão PS, entendemos ser o momento para um balanço mais global da situação e da actividade municipal nestas áreas.

Para o efeito, promovemos um conjunto de contactos, que culminaram com reuniões com a Associação das Colectividades do Concelho de Loures e com as Colectividades das zonas oriental e norte do Concelho.

Assim, podemos caracterizar sinteticamente a situação da forma seguinte:

a)Progressiva e crescente perda de dinamismo e pujança do Movimento Associativo do Concelho, motivado por dificuldades próprias, de carácter social e financeiro, que a actividade da Câmara Municipal não contribui para alterar, como é imprescindível;

b)Progressivo afastamento da actividade da Câmara Municipal das efectivas necessidades dos agentes culturais e desportivos e do Movimento Associativo, cujos dirigentes são amadores e voluntários.

Crescente burocracia e tratamento administrativista das relações e apoios aos agentes destes sectores, traduzidos nos prazos exigidos para a apresentação de candidaturas, falta de resposta atempada às mesmas, exigências desajustadas da realidade da grande maioria desses agentes, desincentivando a sua apresentação e a consequente realização de actividades ou investimentos;

      Eliminação de iniciativas conjuntas de colectividades, que contribuíam para a afirmação global e conjunta de sectores importantes como o Festival de Bandas,  Jogos da Paz, entre outros;

c)Progressiva eliminação dos critérios objectivos, claros e transparentes de atribuição de apoios, como se comprova pela suspensão do RAME, continuando a Câmara Municipal a atribuir apoios, de forma pontual e casuística.

Salientamos que nos últimos cinco anos, não há novos equipamentos construídos por colectividades, o que confirma o que afirmamos e traduz um empobrecimento relativo crescente do nosso Concelho;

d)Abandono de iniciativas, modalidades e áreas que prestigiavam Loures e significavam um forte investimento para o futuro, como  o Programa de Desenvolvimento do Xadrez.

Face à avaliação a que procedemos, os vereadores da CDU na Câmara Municipal apresentam as seguintes propostas concretas, com o objectivo de contribuir para que o Município corresponda às necessidades objectivas e concretas do Movimento Associativo e de uma política que vise o desenvolvimento harmonioso do Concelho de Loures:

1 – Apoio à regularização da situação e licenciamento dos bares das colectividades, prestando apoio técnico e administrativo para o efeito;

2 – Reposição do RAME – Regime de apoio municipal à construção e beneficiação de equipamentos colectivos, definindo no início de cada ano as disponibilidades do orçamento municipal para as candidaturas aprovadas;

3 – Revisão do RMAA – Regulamento municipal de apoio ao Movimento Associativo, com efectiva participação do Movimento Associativo;

4 – Aprovação de proposta, a submeter à Assembleia Municipal, de isenção do IMI para as colectividades que não tendo, ainda, obtido o estatuto de Utilidade Pública, desenvolvam actividade de mérito reconhecido pela Câmara Municipal, de acordo com critérios objectivos;

5 – Criação de escalão próprio para as colectividades no tarifário da água, saneamento e resíduos sólidos, que reflicta o apoio do Município à sua actividade;

6 – Criação imediata de um Gabinete de Apoio ao Movimento Associativo, com o objectivo de apoiar as colectividades no seu relacionamento com a Administração, Local e Central, na elaboração de candidaturas, na procura de meios de apoio à sua actividade.


Loures, 29.Março.2007