Sobre o encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos no Concelho de Cascais

naom 57b70ba89a3deA Comissão Concelhia de Cascais do Partido Comunista Português condena o plano da administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que prevê encerrar mais de 70 balcões, durante o ano de 2018, muitos deles, ainda no mês de Junho, como é o caso do balcão da CGD no Cascaishopping.

 

 

A Comissão Concelhia de Cascais do Partido Comunista Português condena o plano da administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que prevê encerrar mais de 70 balcões, durante o ano de 2018, muitos deles, ainda no mês de Junho.

 

Tal como o PCP denunciou desde a aprovação do plano de reestruturação da CGD associado à recapitalização de 2016, as imposições da Comissão Europeia e a sua aceitação por parte do Governo da República, conduzem a CGD para uma situação de tremenda debilidade e de desvantagem competitiva. A aceitação desse plano de reestruturação pode significar uma verdadeira destruição do negócio da CGD em benefício de outras instituições bancárias e pode resultar numa verdadeira ajuda de Estado a bancos privados, em consequência da diminuição da presença da CGD e do encerramento de dezenas de balcões.

 

Tais imposições e tal plano de reestruturação denunciam bem a natureza das instituições europeias e demonstram de forma flagrante o quanto contrastam com o interesse nacional e com o interesse dos trabalhadores portugueses. Mas mais do que isso, a sua aceitação implica uma abdicação desses interesses por parte das autoridades portuguesas que não pode deixar de ser questionada e combatida.


Uma decisão com implicações directas para a população do Concelho de Cascais que já viu ser encerrado o balcão de Cascais Avenida, no ano passado, e, agora, se prepara para perder, pelo menos, mais o balcão do Cascaishopping vendo assim diminuído o serviço de proximidade prestado pelo banco público português.

O PCP não pode aceitar que os trabalhadores da CGD vivam em constante ameaça de extinção do seu posto de trabalho sabendo que desde 2017 já foram despedidos cerca de 800 trabalhadores, dos quais, 250 no primeiro trimestre de 2018.


A Comissão Concelhia de Cascais salienta, também, a postura do Presidente da Câmara de Cascais que ao ser questionado pelos eleitos do PCP sobre este assunto demonstrou uma total ignorância e desprezo pela situação do banco público e dos seus trabalhadores.