Lei das finanças locais - pior para os trabalhadores e para o concelho

Lei das finanças locais

Pior vida para os trabalhadores das autarquias locais
Pior qualidade de vida no concelho da amadora

 
- A recente promulgação feita pelo Presidente da República da Lei das Finanças Locais é mais um ataque à capacidade das autarquias desenvolverem o trabalho para que foram criadas.

- Mas nem para todas, pois aqui, na nossa Câmara, o Presidente Raposo, além de ter sido dos poucos, até do seu partido, que defendeu a lei, continua a dizer que a autarquia ainda está melhor de finanças.

- Compreende-se até certo ponto porquê. Há vários trabalhadores que esperam há anos pela promoção das suas carreiras, o que devia ter acontecido ao fim de  3 a 4 anos, mas situações existem em que estão há mais de 6 anos sem quaisquer promoções ou progressões, além de muitos trabalhadores estarem há vários anos a executar tarefas que não têm correspondência com a sua categoria e a sua folha de salário.

- Era bom que o Sr. Presidente tão solicito em fazer a defesa das leis do (des)governo deste país se preocupasse com as condições de trabalho na C.M.A. (algumas bastante precárias) e com a justiça social que tanto apregoa fazendo para isso juz ao velho ditado “o seu a seu dono” e repusesse a legalidade no quadro de pessoal da C.M.A. em vez de o reduzir substancialmente, coarctando a possibilidade de o alargar quiçá com o intuito de entregar algumas áreas de intervenção aos privados, alegando falta de pessoal, como aliás já acontece nalgumas câmaras congéneres (PS/PSD/CDS/PP).

- A situação vivida na C.M.A. não dignifica o poder local democrático nem a Amadora (Município de Abril).

- Talvez por isto também, um dos últimos números do sem sombra de dúvida semanário “independente”, “Expresso”, num ranking de 50 cidades, a Amadora que há 10/15 anos figurava entre as melhores cidades do país em vários níveis (económico/social/cultural/etc…), aparece, pasme-se !, em ultimo lugar. É caso para perguntar: o que é que aconteceu nos últimos 10 anos à nossa cidade?

- Encerramento de empresas e espaços culturais, desinvestimento na massificação desportiva e numa rede de apoio social digna e solidária, etc… mas temos o contraponto, muitas rotundas, muito, muito betão, muitas urbanizações e tentativas de construir mais (Quinta do Estado, Campo de jogos
do Estrela da Amadora, etc…) sem respeito nem atenção à qualidade de vida dos cidadãos da nossa cidade. Como é o caso exemplar da teimosia em emparedar a freguesia de Alfornelos com a construção da CRIL sem estudar as propostas dos moradores, tendo em conta que a CRIL não afecta só Alfornelos mas também Santa Cruz de Benfica/ Buraca/ Damaia/ Venda Nova.
 
Mais coisas poderíamos dizer, mas pensamos que isto chega para caracterizar esta má gestão da C.M.A. que tendo como génese o ataque aos trabalhadores, aos seus direitos e conquistas afecta também e de forma global toda a população da nossa cidade,  colocando-a em ultimo lugar no ranking.

Esta situação pode e tem que ser alterada. Os trabalhadores têm que fazer ouvir a sua voz e lutar pelos seus direitos obrigando a C.M.A. a repor a legalidade e a cumprir a lei.

À população em geral cabe de forma unida e organizada contestar esta fatalidade que se abateu sobre a nossa cidade.

A Alternativa existe!

Amadora, Janeiro de 2007

DÁ MAIS FORÇA AO PCP
Célula dos Trabalhadores Comunistas na C.M.A.

PCP Amadora contra taxa máxima no IMI

 Organização concelhia da amadora do PCP

Em defesa de quem tem dificuldades financeiras graves
PCP entende que o IMI devia ser mais baixo nesta conjuntura


A Câmara Municipal da Amadora aprovou um novo aumento de impostos: o IMI vai ser maior do que devia e podia, já que o Orçamento Municipal suportaria muito bem que a CMA abdicasse de mais este aumento.

Os impostos são cada vez maiores para todos!

De facto, se a gestão socialista quisesse e tivesse vontade política, podia atender às dificuldades financeiras de muitos proprietários idosos e reformados ou a trabalhar mas com salários baixos. Eles são a esmagadora maioria e têm problemas em pagar cada vez mais impostos e taxas de todo o tipo. É que ao IMI somam-se outras obrigações fiscais com a habitação: por exemplo, as taxas de saneamento, as taxas ambiental e de conservação de esgotos.

Mais, e mais grave: vem aí nova avaliação de prédios antigos. Isso acarreta aumento de rendas para os inquilinos e os senhorios nem sequer ganham nada com isso: ao fim e ao cabo, esses aumentos vão ser só para pagar o aumento do IMI!!

Joaquim Raposo defende o Governo contra o interesse geral

Esta é uma política desastrosa do PS contra os habitantes da Amadora. De um lado, o Governo a dar em cima dos mais necessitados, sugando-os até o tutano, se puder. Do outro, a CMA que, na mesma linha, vem agora esmifrar os proprietários de prédios e de casas – o que vai recair em cima também dos inquilinos. Ou seja: prejudica a todos.

Raposo até defendeu a Lei das Finanças Locais contra as Autarquias…

Aliás, nada disto se estranha. Joaquim Raposo, o Presidente da Câmara, não teve pejo de, no recente Congresso da Associação Nacional de Municípios sobre a Lei das Finanças Locais, se ter distinguido a defender o Governo quase sozinho – nem a maioria dos Presidentes de Câmara do PS foram tão longe em defesa do Governo socialista e contra os interesses das Autarquias.

O PS impôs-nos mais este aumento. O PCP, ao contrário, votou contra, em defesa dos habitantes da Cidade da Amadora.

Amadora, Novembro de 2006