Trabalhadores da Pereira da Costa lutam pelos seus direitos

AMADORA
Trabalhadores da Pereira da Costa lutam pelos seus direitos


PCP manifesta a sua total solidariedade  

Em luta desde há vários meses pelos seus direitos. Muitos já foram despedidos, apesar da providência cautelar do Tribunal. Hoje, o dono da empresa voltou à carga. Mas os trabalhadores mantêm a vigilância sobre a situação. O dono ainda não integrou os trabalhadores nem pagou os salários e o Governo permite esta agressão contra os direitos dos trabalhadores.

A empresa Pereira da Costa, na Amadora, vem sendo alvo de vários boicotes e manigâncias judiciais por parte do seu novo dono e antigo administrador.

Hoje, mais uma vez, o mesmo senhor apresentou-se na empresa com a Justiça e a Polícia.

Aos trabalhadores tem sido dada a garantia de que nada pode ser retirado: nem máquinas nem equipamentos. Mas os trabalhadores mantêm-se vigilantes, demonstrando uma combatividade exemplar, em conjunto com os seus Sindicatos.

O PCP / Amadora manifesta a sua total solidariedade e apela para que não desmobilizem dos seus postos de luta.

O PCP apoia sem limitações toda a luta dos trabalhadores da Pereira da Costa.
Cada entidade deve assumir neste processo as suas responsabilidades: administração, Tribunal do Trabalho, Governo / Inspecção do Trabalho. E, em caso de pretensões urbanísticas e de especulação imobiliária com os terrenos da empresa, a Câmara da Amadora deve impedir que tal aconteça,
com base no Plano Director Municipal na ilegalidade de qualquer ocupação dos terrenos que não seja a de uso industrial.

Amadora, 7 de Março de 2007

Governo e Câmara contra os interesses dos moradores - CRIL

Governo e Câmara não defenderam os interesses dos moradores - Conclusão da CRIL

Raposo tenta agora limpar a face e apontar defeitos ao projecto, mas toda a gente sabe que ele apoiou a decisão do Governo contra as populações

Joaquim Raposo, o Presidente da Câmara Municipal da Amadora veio agora dizer que o concurso público está errado, porque, diz ele agora, «o projecto não contempla a construção de um corredor verde ao longo da via».
 
Raposo só nota a falta do corredor verde? Não nota a falta do resto? É que o projecto, que ele acordou com o Governo do PS e agora vem renegar, não tem corredor verde tratado, não tem isolamento de ruídos e de gases contemplado, não tem as características que possam sossegar as populações. Por alguma razão, como ele bem sabe, os moradores de Alfornelos levaram o caso a tribunal e instauraram uma oportuna providência cautelar contra a situação que o Governo se prepara para criar ali, com o apoio do PS na Câmara da Amadora e, por isso, também com o apoio de Joaquim Raposo – como toda a agente sabe e foi público e notório.
 
Este concurso não tem corredor verde a sério. É certo. E os moradores já disseram isso e muito mais inúmeras vezes: o projecto que está em cima da mesa do Governo e da Câmara da Amadora para ser concretizado não tem isso nem muitas outras coisas que defendam a qualidade de vida dos moradores.

Primeiro Joaquim Raposo apoiou o Governo.
Agora é que vem com reticências…

No entanto, apesar das falhas graves que a CDU sempre apontou ao projecto, Raposo deu-lhe luz verde. Apesar dos sistemáticos alertas feitos pela CDU, pelo PCP, pelos moradores e pelas suas associações, a Câmara entendeu-se com o Governo como quis e esteve-se nas tintas para a qualidade de vida e para os interesses dos moradores.
 
Agora, quer mostrar a sua outra face, para tentar enganar as populações.
Isso é uma tentativa de fraude política que tem de ser desmascarada vivamente e com firmeza. Toda a gente vê o enrodo em que o actual Presidente da Câmara se meteu.
 
Agora, para tentar emendar a mão e não ser acusado de complacência para com um projecto do Governo que tudo faz para poupar os terrenos de um grande empresário, agora é que Joaquim Raposo vem dizer que falta lá o corredor verde.
 
Mas isso é insuficiente.
 
As populações não se deixarão enganar.
 
Mais uma vez, o esclarecimento é necessário e útil.
 
A CDU continuará vigilante para apoiar os moradores que lutam contra este traçado e contra este perfil do projecto CRIL.
 
A CRIL tem de ser concluída, mas contemplando e incluindo o bem-estar dos moradores e a sua qualidade de vida, e não o contrário…       

Amadora, 1 de Março de 2007

Gestão Pública do Hospital Amadora-Sintra, precisa-se!

Gestão Pública do Hospital Amadora-Sintra, precisa-se!

PS leva Câmara a apoiar o Grupo Mello, CDU votou contra, em defesa dos utentes do Hospital


PS dá força ao Grupo Mello

A melhor prova disso está na própria filosofia exposta pelo Grupo Mello. Este Grupo não precisa do dinheiro das câmaras. Precisa é da força das câmaras para ganhar o concurso que se segue.
Da parte do PS trata-se de um duplo erro: por um lado, a acomodação a um modelo errado de gestão; e, por outro lado, o favorecimento indevido de um concorrente em detrimento de outros.  
 
Uma tramóia desmontada

O que o Grupo Mello está a fazer é apenas descaradamente servir-se das câmaras para garantir que vai continuar com a gestão do Hospital.

A tramóia é muito simples.

O Hospital Amadora-Sintra deve voltar à gestão pública, deve ser gerido, isso sim, por gestores públicos.

Essa é a única via. Todas as outras, como se sabe, são apenas formas de roubar os cofres do Estado e de prejudicar a saúde dos portugueses.

Razões fortes da CDU e das populações contra esta decisão

As razões do voto da CDU são claras e coerentes:

1º - Não faz sentido nenhum um Hospital público seja gerido por um grupo privado;

2º - Menos ainda faz sentido que uma câmara como a da Amadora decida dar força a esse grupo privado para perpetuar a sua gestão e antecipar na prática o resultado do concurso público seguinte.    
Por desinvestimentos óbvios, perde-se qualidade de vida na Amadora (disso é prova o posicionamento em último lugar no Ranking de um Jornal Nacional) quando afinal existe dinheiro para investir num grupo privado que nos trata (mal) da Saúde.

Mais verdade é, quando a proposta da Camara Socialista diz no seu ponto 7: “ Para dar cumprimento aos objectivos propostos pela Sociedade Gestora....”

Face a todos estes dados, a CDU, só poderia votar contra esta proposta.

Há ainda uma oportunidade para que reine o bom-senso e para que esta tramóia não vá para a frente.

É que tudo ainda depende da aprovação da Administração Regional de Saúde e do Ministro da Saúde.

… Mas a luta das populações e das Comissões de Utentes é a única garantia de que defenderemos os nossos reais interesses em termos Serviços de Saúde Pública eficientes e dignos.    

Amadora, Fevereirode 2007

Alfornelos - Assembleia de Freguesia ilegal para não ouvir a população

 A CDU NÃO PACTUA COM ILEGALIDADES

Na Assembleia extraordinária da Freguesia de Alfornelos que se pretendeu realizar no dia 25 de Janeiro passado, a CDU abandonou a sala por a mesa da assembleia ter desrespeitado e recusado cumprir as regras legais inerentes à realização das Assembleias de Freguesia transformando-a numa sessão de esclarecimento.

Dos factos

Na Assembleia ordinária realizada no pretérito dia 19 de Dezembro face à importância de que se reveste para Alfornelos o novo traçado da CRIL/Radial da Pontinha (IC16), a Assembleia de Freguesia requereu ao Presidente da mesma a realização de uma Assembleia extraordinária afim de discutir os
traçados da CRIL e IC16 e respectivas vias de acesso.

A Assembleia de Freguesia foi convocada para dia 25 de Janeiro de 2007, nos termos do documento que se junta em anexo.

No dia da reunião, ontem, o Presidente da Assembleia convoca os líderes das bancadas para uma reunião a realizar meia hora antes do inicio dos trabalhos.

Nessa reunião informou que tinha convidado as Estradas de Portugal - EP e a Câmara Municipal da Amadora para se fazerem representar na referida Assembleia e que pretendia orientar os trabalhos da seguinte forma:

Logo no inicio dar a palavra ao representante da Associação Cívica de Moradores de Alfornelos (ACMA)

Seguindo-se o vice presidente da Câmara Municipal da Amadora

E finalizando com o representante das Estradas de Portugal

Nessa reunião a CDU informou que não concordava com o cenário apresentado pois uma Assembleia de Freguesia tem regras legais e regimentais próprias e que o que se estava a pretender era transformar a Assembleia de Freguesia numa Sessão de Esclarecimento o que na óptica da CDU era ilegal.

A CDU também não concordou com a forma como estava a ser dada a ordem de intervenção e com a sua argumentação conseguiu que a ACMA fizesse a sua intervenção em último lugar.

Quando se iniciaram os trabalhos o Presidente da Assembleia sem ter a mesa da Assembleia formada e sem por à consideração da mesma a metodologia que resolveu impor contra a vontade expressa da CDU, dá inicio aos trabalhos pretendendo dar de imediato a palavra ao representante das Estradas de
Portugal.

A CDU utilizando a figura do Ponto de Ordem que lhe foi negado, interrogou o Presidente sobre a formalidade da Assembleia e informou que a mesma tem regras a cumprir.

Face à forma anti democrática, arrogante e ilegal do Presidente a CDU retirou da sala.

Mais ainda

A CDU não entende as razões que levaram o Presidente da Assembleia de Freguesia a convidar neste momento as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal da Amadora (representada pelo seu vice presidente), tanto mais que já por várias vezes quer a CDU quer a própria Assembleia e a própria
população tinham sugerido a realização de sessões de esclarecimento sobre esta problemática antes de se terem verificado os factos que pretendem consumar e que nunca tiveram acolhimento.

Primeiro à boca calada e quase no máximo sigilo decidem e agora é que querem vender gato por lebre.

A CDU está com a população de Alfornelos na defesa da qualidade de vida.

Alfornelos, 26 de Janeiro de 2007

(convocatória da Assembleia de Freguesia de Alfornelos) 

Lei das finanças locais - pior para os trabalhadores e para o concelho

Lei das finanças locais

Pior vida para os trabalhadores das autarquias locais
Pior qualidade de vida no concelho da amadora

 
- A recente promulgação feita pelo Presidente da República da Lei das Finanças Locais é mais um ataque à capacidade das autarquias desenvolverem o trabalho para que foram criadas.

- Mas nem para todas, pois aqui, na nossa Câmara, o Presidente Raposo, além de ter sido dos poucos, até do seu partido, que defendeu a lei, continua a dizer que a autarquia ainda está melhor de finanças.

- Compreende-se até certo ponto porquê. Há vários trabalhadores que esperam há anos pela promoção das suas carreiras, o que devia ter acontecido ao fim de  3 a 4 anos, mas situações existem em que estão há mais de 6 anos sem quaisquer promoções ou progressões, além de muitos trabalhadores estarem há vários anos a executar tarefas que não têm correspondência com a sua categoria e a sua folha de salário.

- Era bom que o Sr. Presidente tão solicito em fazer a defesa das leis do (des)governo deste país se preocupasse com as condições de trabalho na C.M.A. (algumas bastante precárias) e com a justiça social que tanto apregoa fazendo para isso juz ao velho ditado “o seu a seu dono” e repusesse a legalidade no quadro de pessoal da C.M.A. em vez de o reduzir substancialmente, coarctando a possibilidade de o alargar quiçá com o intuito de entregar algumas áreas de intervenção aos privados, alegando falta de pessoal, como aliás já acontece nalgumas câmaras congéneres (PS/PSD/CDS/PP).

- A situação vivida na C.M.A. não dignifica o poder local democrático nem a Amadora (Município de Abril).

- Talvez por isto também, um dos últimos números do sem sombra de dúvida semanário “independente”, “Expresso”, num ranking de 50 cidades, a Amadora que há 10/15 anos figurava entre as melhores cidades do país em vários níveis (económico/social/cultural/etc…), aparece, pasme-se !, em ultimo lugar. É caso para perguntar: o que é que aconteceu nos últimos 10 anos à nossa cidade?

- Encerramento de empresas e espaços culturais, desinvestimento na massificação desportiva e numa rede de apoio social digna e solidária, etc… mas temos o contraponto, muitas rotundas, muito, muito betão, muitas urbanizações e tentativas de construir mais (Quinta do Estado, Campo de jogos
do Estrela da Amadora, etc…) sem respeito nem atenção à qualidade de vida dos cidadãos da nossa cidade. Como é o caso exemplar da teimosia em emparedar a freguesia de Alfornelos com a construção da CRIL sem estudar as propostas dos moradores, tendo em conta que a CRIL não afecta só Alfornelos mas também Santa Cruz de Benfica/ Buraca/ Damaia/ Venda Nova.
 
Mais coisas poderíamos dizer, mas pensamos que isto chega para caracterizar esta má gestão da C.M.A. que tendo como génese o ataque aos trabalhadores, aos seus direitos e conquistas afecta também e de forma global toda a população da nossa cidade,  colocando-a em ultimo lugar no ranking.

Esta situação pode e tem que ser alterada. Os trabalhadores têm que fazer ouvir a sua voz e lutar pelos seus direitos obrigando a C.M.A. a repor a legalidade e a cumprir a lei.

À população em geral cabe de forma unida e organizada contestar esta fatalidade que se abateu sobre a nossa cidade.

A Alternativa existe!

Amadora, Janeiro de 2007

DÁ MAIS FORÇA AO PCP
Célula dos Trabalhadores Comunistas na C.M.A.