Transferência Verba Odivelcultur - 23/08/2006

DECLARAÇÃO DE VOTO DOS VEREADORES DA CDU

Ponto 7 - Transferência Verba Odivelcultur

Ainda sem um ano de mandato por completar, este executivo depara-se com a mais dramática situação financeira desde a criação do nosso jovem município. Constantemente expressões como “asfixia financeira”, “perigo de ruptura” ou simplesmente “dificuldades” são evocadas para justificar a ausência de investimentos onde, e, há muito fazem falta. Os Vereadores da CDU sempre revelaram sensibilidade para a questão financeira embora aqui e ali tenhamos chamado a atenção para uma certa ausência de critério, quer ao nível da definição dos “cortes” quer ao nível da despesa. È a “estória” da boa e da má despesa de que tanto já aqui falámos.

Tão graves dificuldades financeiras têm condicionado a acção do Município em áreas estratégicas como a educação, a acção social, o desporto, o ambiente e a habitação social. Em alguns casos opta-se por reduzir na actividade, noutros, a custo, esta vai se mantendo, o que a luz das novas exigências e da necessidade de se combaterem assimetrias gritantes do nosso Concelho, representam em si mesmo um desinvestimento nas pessoas e na qualidade de vida.

É pois neste quadro que também às empresas Municipais se deve pedir um enorme esforço de contenção financeira, de rigor e de combate ao despesismo. O trabalho de reorganização das empresas deverá ter como pano de fundo a conciliação do interesse dos munícipes nas áreas onde intervêm e a realidade financeira da tutela.

Ora neste período de dificuldades, seria expectável que a gestão das empresas Municipais fosse pautada antes do mais pela consciencialização das dificuldades financeiras do todo que é a Câmara. Seria também expectável que prevalecesse a perspectiva macro da gestão Municipal. Seria igualmente expectável que, o tantas vezes evocado “amor à causa publica” e “elevado sentido de serviço publico” contribuísse para uma gestão mais “magra” e mais rigorosa das EM. Enfim, seria de esperar que as empresas municipais e a Odivelcutur EM, em concreto, fizessem um esforço para acompanhar a Câmara nesta luta contra o desequilibro financeiro e o despesismo, tendo em vista a recuperação das “contas” do Município, através de medidas de rigor que visassem, senão o aumento dos proveitos, pelo menos a diminuição da despesa.

Pelo contrário, neste período, não é visível qualquer esforço por parte da Odivelcultur EM, na redefinição das suas políticas de gestão que vá de encontro a este principio de rigor, tantas e tantas vezes pedido a todos, mas apenas cumprido por alguns.

Pelo contrário agrava-se a sua dependência financeira relativamente à Câmara Municipal que para além dos 850 mil euros já atribuídos, propõe agora um reforço de quase 30 mil euros. A titulo de exemplo, esta foi mais ou menos a mesma verba retirada à habitação social na ultima revisão Orçamental.

O nosso reconhecimento pelo bom trabalho realizado pelo novo Director Artístico da Odivelcultur EM, coadjuvado pelos trabalhadores da empresa, não podem ser impeditivos de denunciarmos a débil situação financeira da Odivelcultur EM, e a sua excessiva dependência relativamente à Câmara Municipal. Enaltecemos o “salto” qualitativo registado ao nível da produção artística e concordamos com as parcerias recentemente estabelecidas. Contudo, consideramos que a gestão da Odivelcultur EM, terá que reflectir o necessário esforço de adequação do modelo de gestão económica da empresa às dificuldades financeiras do Município.

Neste sentido, consideramos nada justificar o reforço do subsidio anteriormente aprovado por esta Câmara Municipal no valor de 850 000 euros, pelo que o voto dos Vereadores da CDU não poderá deixar de ser contra. Posição que já assumimos aquando da aprovação dos documentos provisionais da Odivelcultur EM para 2006

A CDU, é sabido, sempre se manifestou contra a criação e manutenção desta empresa que se tem revelado muito onerosa para o Município. Esta posição consubstancia-se, por um lado na ausência de mecanismos de controle financeiro por parte da Câmara Municipal e por outro na total falta de ingerência no plano estratégico do Departamento Sócio-cultural na gestão do maior equipamento cultural do Concelho. A excessiva dependência financeira da empresa, só vem legitimar que este modelo não serve e que outros, por ventura menos onerosos para a Câmara Municipal devem ser equacionados.

 

Odivelas, 23 de Agosto de 2006

Os vereadores da CDU

Turnos das Farmácias - 31/10/2007

DECLARAÇÃO DE VOTO DOS VEREADORES DA CDU

Ponto 4
Turnos das Farmácias


A proposta de turnos das farmácias para o próximo ano de 2008, remetida pela Administração Regional de Saúde, para que esta Câmara se pronuncie, no nosso entender não satisfaz convenientemente as necessidades da população das diferentes freguesias do concelho e corresponde até, se comparada com as escalas de turnos que têm vindo a ser praticadas nos últimos anos, a um claro retrocesso num serviço que, sendo de claro interesse público, tem que garantir uma cobertura farmacêutica que garanta a efectiva acessibilidade ao medicamento, 24 horas por dia e nomeadamente em situações de urgência.

Se comparada com a situação hoje existente, a proposta para o próximo ano é mais lesiva porque, nomeadamente:

- Acaba com os turnos de disponibilidade, praticados pelas farmácias Universo e do Casal Novo, em Caneças ou a da Serra da Luz, na Pontinha;

- Os serviços de reforços são assegurados apenas nos dias úteis e apenas por uma farmácia para as freguesias de Caneças, Ramada e Famões e por outra única farmácia para o Olival Basto e Póvoa de St.º Adrião, quando ainda durante este ano o Olival Basto tem, em todos os dias úteis, uma farmácia aberta até às 22 horas e a Ramada ou a Póvoa têm sempre uma farmácia aberta até às 22h, nos dias úteis, e até às 19h aos sábados, domingos e feriados:

- Mantêm-se apenas duas farmácias em serviços permanentes, uma em Odivelas e outra na Pontinha, mas ao contrário do que acontecia, todas as farmácias de cada uma das freguesias são incluídas na respectiva rotatividade, incluindo as que se localizam nos limites da freguesia, em áreas mais afastadas e de mais difícil acessibilidade, como é o caso da farmácia do Vale do Forno ou das Colinas do Cruzeiro, em Odivelas ou a farmácia da Serra da Luz, na Pontinha.

Como é que um idoso residente no centro de Odivelas se desloca ao Vale do Forno ou às Colinas do Cruzeiro, fora de horas, para adquirir um medicamento urgente?

Ou um residente em St.º Eloy, na Pontinha, chega à Farmácia do Casal do Rato ou da Serra da Luz?

Como é que a Ramada, com mais de 18.000 habitantes, ou Famões, em forte expansão populacional, pode deixar de ter, na freguesia, acesso a uma farmácia?

Por estas razões, os vereadores da CDU propuseram que fosse enviada uma proposta alternativa à ARSLVT no sentido de:

- Ser assegurado, para todos os dias da semana, e em todas as freguesias, a existência de uma farmácia de turno de regime de disponibilidade, entre a hora de encerramento normal e a hora de abertura normal do dia seguinte, em analogia aliás com o que a lei prevê para os municípios com menos de 20.000 habitantes. Nas freguesias onde exista apenas uma farmácia em funcionamento, o regime de disponibilidade poderá ser substituído pelo regime de reforço;

- Sem prejuízo dos serviços permanentes já previstos, seja assegurado também em Odivelas e na Pontinha, uma farmácia de turno de disponibilidade, o que é claramente justificado pela dimensão territorial e populacional destas duas freguesias, devendo na definição das escalas de turnos, ser tida em conta a localização relativa das farmácias de serviço em simultâneo, por forma a permitir uma cobertura racional da freguesia.

Não tendo a maioria PS/PSD nesta Câmara aceite esta proposta, numa atitude autista e profundamente lesiva dos interesses da população e do concelho, o nosso voto contra.

Odivelas, 31 de Outubro de 2007

Os vereadores da CDU

Venda de 2 lotes municipais - 22/10/2008

DECLARAÇÃO DE VOTO DOS VEREADORES DA CDU

Ponto 9

Venda de 2 lotes municipais

Os vereadores da CDU votaram favoravelmente esta proposta, de venda de 2 lotes municipais à FENACHE ou a cooperativa que esta designar, em coerência com a posição favorável igualmente assumida em 2006, quando da afectação destes lotes a habitação de custos controlados, pelas razões que então explicitámos e que agora sublinhamos.

Os eleitos da CDU, neste município, sempre defenderam que estes lotes - dos poucos terrenos municipais disponíveis com aptidão para construção - fossem afectos à construção de habitação destinada ao PER/habitação social, porque esta é a que, efectivamente, faz falta neste concelho.

Já em 2004 os nossos vereadores votaram contra o loteamento para habitação para venda livre, que então o PS e o PSD, nesta câmara, aprovaram. E cuja hasta pública, relembra-se, ficou deserta.

O excesso de fogos devolutos existentes no mercado para venda livre, a preços incomportáveis para muitas famílias, e que constituiu o argumento para a mudança de posição do PS e do PSD passados 2 anos, era já uma realidade nessa altura, tal como era previsível a tendência para o agravamento dessa situação.

Destinar estes lotes a habitação de custos controlados é seguramente a melhor opção para a população desfavorecida deste concelho e só lamentamos o tempo perdido, completamente desperdiçado, prejudicando-se assim muitas famílias que há demasiado tempo esperam e anseiam por uma habitação condigna.

A proposta agora apresentada permitirá a construção de 28 fogos com esse destino, a relocalização das instalações da colectividade aí sedeada (UDRCP), em condições que, conforme informação dos serviços, são por ela própria aceites e consideradas aceitáveis e ainda a construção de um equipamento social de apoio à infância, da maior importância no quadro das necessidades objectivas existentes no concelho, neste domínio.

Por tudo isto, votámos favoravelmente, esperando que não se registem mais atrasos desnecessários e que os equipamentos previstos sejam efectivamente concretizados, num prazo curto.

Odivelas, 22 de Outubro de 2008

Os Vereadores da CDU


Vertente Norte a Caneças - 07/05/2008

DECLARAÇÃO DE VOTO DOS VEREADORES DA CDU

Ponto 14

Variante Norte a Caneças
 

São bem conhecidas as posições dos vereadores da CDU quanto à política que, em matéria de urbanismo, que tem vindo a ser prosseguida no nosso concelho, as nossas mais profundas reservas relativamente ao processo de densificação e betonização a que assistimos diariamente e a nossa posição de defesa da suspensão da aprovação de novos loteamentos, enquanto não for concluído o novo PDM.

Um PDM que teima em não avançar, em relação ao qual não conhecemos desenvolvimentos relevantes nestes quase três anos de mandato deste executivo, uma situação que, aliás, justifica a nossa apreensão e o nosso protesto.

Contudo e como temos vindo a comprovar, esta nossa posição de principio, assente na firme convicção de que a qualidade de vida dos actuais e futuros residentes exige uma outra politica urbanística, outro planeamento e gestão do território, outras opções estratégicas, nunca prejudicou, em nada, a nossa análise e apreciação de todas as propostas que, em concreto, nos são apresentadas e um tratamento diferenciado das diferentes situações.

Não confundimos pequenos loteamentos, de baixa densidade, de moradias de 1 ou 2 pisos, com grandes urbanizações em altura, com centenas de fogos e prédios de 6,8 ou mais pisos, como algumas que, com a nossa veemente reprovação, o PS e o PSD ainda recentemente aprovaram.

O loteamento que agora é proposto, para 8 fogos, corresponde a uma ocupação de baixa densidade, com os indicadores urbanísticos abaixo dos limites permitidos e permitirá ainda a concretização de parte da denominada Variante Norte a Caneças, uma via há muitos anos prevista e com grande importância no quadro das acessibilidades municipais e que muito beneficiará a circulação nesta área do Concelho.

Contudo, a aceitação de que toda a área do espaço canal para aquela via, ou seja, para uma infra-estrutura viária, seja considerada como área de cedência para equipamentos de utilização colectiva, e seja contabilizada, na sua totalidade, com vista ao cumprimento do legalmente exigível para esta operação urbanística, nos termos da Portaria nº 1136/2001 de 25 de Setembro, suscita-nos as maiores reservas, quer porque assim se prescinde de qualquer área de equipamento, prejudicando os futuros residentes, quer até do ponto de vista da sua conformidade legal.

Em nosso entender, esta decisão dificilmente se compagina com o espírito e a letra da lei, sendo certo que, nos termos daquela Portaria, não só são sempre cumulativas as cedências exigíveis para espaços verdes, para equipamentos colectivos e para infra-estruturas, onde se integram a rede viária e os estacionamentos, como é claramente definido, o que, neste âmbito, é considerado equipamento de utilização colectiva e o que é considerado infra-estrutura.

Este parece aliás ser também o entendimento perfilhado na informação técnica a fls. 80 a 82 do respectivo processo.

Assim, pelos razões expostas, e não obstante a garantia aqui hoje prestada, pela Sr.ª Presidente da Câmara, de que está assegurada a devida legalidade, a nossa abstenção.

Odivelas, 7 de Maio de 2008


Os Vereadores da CDU






Vertente Sul - 28/04/2008

DECLARAÇÃO DE VOTO DOS VEREADORES DA CDU

Vertente Sul

Declaração de voto


As propostas agora deliberadas - candidatura ao QREN, proposta de Protocolo de Parceria Local e o Programa de Acção Territorial (PAT), merecem a nossa concordância. Elas reportam-se a uma das áreas mais criticas do nosso concelho, com mais de 80ha e designada como vertente sul, de grande dimensão e complexidade e cuja resolução exige de facto uma intervenção transversal, do ponto de vista social, económico e territorial.


O crescimento que ao longo de décadas se registou em toda a encosta, ao arrepio de qualquer licenciamento ou das mais elementares regras de planeamento e ordenamento bem como o facto desta ocupação e deste crescimento terem ocorrido, em grande parte, em zonas geologicamente instáveis, em leito de cheias, veio naturalmente agravar a situação hoje existente, quer do ponto de vista urbanístico, demográfico e social.


Sempre tivemos o entendimento de que a requalificação daquela área impõe um tratamento específico e uma abordagem integrada e concertada que nunca poderia ser assumida exclusivamente pela Câmara, nem tão pouco no quadro habitual e nos termos em que tem vindo a ocorrer relativamente à recuperação e legalização das AUGIs.


Esta é uma situação específica, que exige um tratamento específico e que envolve quer do ponto de vista dos recursos, quer do ponto de vista do trabalho articulado com as diferentes partes, ou parceiros, esforços e investimentos avultadíssimos que têm que ser suportados, em grande medida, pelo Governo.


Foi isso mesmo que os eleitos da CDU expressaram claramente, quer quando da aprovação da delimitação das 5 Augi's abrangidas, em Outubro de 2002, quer quando da aprovação da proposta de declaração desta área como área critica de recuperação e reconversão urbanística, em Julho de 2003.


E sempre o fizemos com total transparência e honestidade, mesmo junto daqueles que lá vivem, nunca criando falsas expectativas nem, ao contrário de outros, fizemos qualquer tipo de promessas, dentro ou fora do período eleitoral, de que seria possível legalizar e recuperar toda a área, à semelhança de outras AUGIS.


Aquilo que hoje não podemos deixar de criticar é que, tendo o pedido de declaração de Área Crítica sido aprovado pelo executivo camarário em Julho de 2003, por razões de natureza procedimental, ou por erros cometidos, só passados quase 5 anos se tenha efectivamente concretizado essa declaração, através do decreto n.º 3/2008 de 31 de Janeiro.

É muito tempo de espera para qualquer um, mas ainda maior para todos os que lá vivem e que poderia e deveria ter sido evitado.


Hoje e por todas estas razões, votámos favoravelmente as propostas apresentadas.


Fizemo-lo porque temos consciência da importância e da urgência desta intervenção e assumimos sempre com responsabilidade os nossos compromissos com a população. Mas fizemo-lo também sob protesto pela metodologia mais uma vez adoptada, pelo menos com os vereadores da CDU, que em muito limita a aprofundada análise e apreciação que as questões em causa justificam.


Não é aceitável que acções com este alcance e importância, nos sejam remetidas para análise sem qualquer fundamentação ou explicação, sem qualquer informação sobre o trabalho desenvolvido ou previsto com os parceiros, sem qualquer indicação dos compromissos já existentes ou em negociação.


Tal como não é aceitável que sejam feitas referências a Protocolos de Compromisso de que não nos foi nem é dado qualquer conhecimento, como é o caso referido no âmbito dos Contratos Locais de Desenvolvimento Social (CLD's)


O Programa de Acção Territorial assim proposto pouco mais é que a enunciação de um conjunto de princípios e de intenções.


Importaria saber qual o nível de contactos estabelecidos ou a estabelecer com os diferentes parceiros enunciados, desde o governo, às empresas, às universidades ou outras instituições. Qual a receptividade, compromisso ou comparticipação relativa de cada um? Em que termos?


Qual o cronograma temporal para todo o plano? Qual o faseamento das intervenções?


Para estas e outras questões não é apresentada qualquer resposta. Nestes termos, somos obrigados a concluir que estamos ainda no domínio da enunciação teórica e quanto ao enunciado, e em teoria, estamos de acordo. Mas não deixaremos de acompanhar com particular cuidado e atenção os desenvolvimentos subsequentes e os termos da sua concretização e de, em cada momento, intervir e tomar posição. É neste pressuposto e com este sentido que hoje expressamos a nossa concordância.


No Programa de Acção Territorial é estimado um valor global de investimento de praticamente 100 milhões de euros (99.602.960.00 €). Os projectos prioritários estimam-se em 71.428.000 euros e o investimento elegível na candidatura ao QREN em 7.745.673,11 €, assumido em 50% pela Câmara.


O que significa que os projectos previstos até 2011 correspondem a cerca de 72% do valor total previsto para a intervenção global e que os projectos candidatados representam menos de 11% do valor dos projectos prioritários.


Estes dados por si só, são elucidativos não só da dimensão relativa da intervenção prevista a curto prazo, num horizonte temporal de 3 anos, da sua reduzida expressão face à globalidade da intervenção perspectivada e necessária, como são bem reveladores da imprescindibilidade da assumpção, por parte do Governo, de uma participação efectiva e muito mais abrangente, seja através da sua administração directa ou indirecta, como o INAG ou o IHRU, entre outros, seja com a garantia de co-financiamento noutros domínios, ao nível dos diferentes projectos.


Neste momento e sem prejuízo do aprofundamento necessário nesta e nas fases subsequentes, aquilo que esperamos é que, com a maior urgência, seja dada resposta positiva à candidatura agora aprovada, disponibilizadas as verbas e iniciado o processo de recuperação e reconversão. Tal como é urgente o adequado envolvimento dos proprietários, moradores e restantes parceiros locais.


Pelo exposto e não obstante as diferentes questões e apreensões por nós colocadas, o nosso voto favorável contém também uma saudação especial a todos os que, quotidianamente, mais sentem os diferentes problemas desta área do concelho e que mais directamente poderão vir a beneficiar da sua requalificação.


Esta é mais uma manifestação de vontade e mais um passo no caminho que sabemos ser longo, mas porque é um caminho certo, aqui repetimos o nosso compromisso de continuar, de muito perto, a fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, para que a transformação qualificadora desta parte do nosso território venha a ser uma realidade, nomeadamente na exigência de uma significativa participação do Estado, Poder Central, no que se refere aos apoios económicos que tão importante operação merece ter.


Odivelas, 28 de Abril de 2008


Os Vereadores da CDU






Visita a escola EB1 de Caneças - 28/11/2007

DECLARAÇÃO POLÍTICA DOS VEREADORES DA CDU

Visita a escola EB1 de Caneças 

 

A escola EB1 de Caneças, localizada no centro da Vila tem visto aumentar o seu número de alunos. Tem hoje 227 alunos distribuídos por 11 turmas em 6 salas de aula.

Devido à sua localização é cada vez mais procurada pelos pais, mas as suas instalações estão longe de satisfazer. Dificilmente assegura, em condições dignas, o regular funcionamento das aulas. Não responde às necessidades prementes e imediatas das famílias ao não oferecer Jardim-de-infância e ATL.

Esta escola, um projecto ainda do Estado Novo, tem 55 anos de idade. Para tentar dar resposta aos pais que a procuram viu-se obrigada a transformar alguns dos seus espaços alterando a sua funcionalidade.

O telheiro ou alpendre, que era o espaço onde os alunos brincavam no intervalo, foi fechado, servindo agora de refeitório e de sala de Inglês.

É um local de passagem, sem condições. Acabou-se, assim, com um espaço de recreio fundamental para os alunos, especialmente em dias chuvosos.

Quando o município acordou com a escola de que esta passaria a servir as refeições naquele espaço, prometeu-lhe que seria construído um telheiro onde os alunos pudessem continuar a brincar em substituição do espaço que "perdiam". Mas até hoje nada disto aconteceu, não há nenhum espaço coberto onde os alunos possam brincar, em segurança e protegidos da chuva e o Inverno está aí.

Pergunto: no intervalo, quando está a chover, os alunos ficam nas salas de aula ou vão brincar para o pátio à chuva? Se ficam na sala de aula é bom que tenhamos a ideia das consequências em termos comportamentais, que é manter crianças destas idades fechadas numa sala sem actividade física dia após dia.

O horário dos alunos da EB1 de Caneças é duplo isto é: aulas numa das partes do dia e as actividades de enriquecimento, Inglês ou a Música no período contrário, uma ou duas vezes por semana. (consoante o ano de escolaridade).

O Inglês é a actividade mais procurada, 4 turmas do 4º ano, sensivelmente 80 alunos, a funcionar em contra horário uma ou duas vezes por semana.

Perante esta situação impõe-se a pergunta: onde ficam os alunos nas outras três ou quatro tardes ou manhãs em que não estão na escola? Onde está aqui a escola a tempo inteiro? Não devia a escola ou outra instituição pública ocupar os alunos nos períodos em que não têm aulas?

Deviam, respondemos nós, mas não podem. E não podem porque as escolas do concelho de Odivelas estão, como todos sabemos, lotadas. E este problema, que é para nós de extrema importância, tem sido sistematicamente adiado.

Um número significativo das nossas escolas já foram novas e funcionaram razoavelmente, há muitos anos. Hoje estão transformadas em depósitos de crianças e as poucas obras de remodelação que sofreram não foram mais do que "paliativos" numa "doença" que se agrava todos os dias.

A população, no Concelho, continua a crescer e a resposta em equipamentos e edifícios escolares não acompanhou este aumento da população. Há freguesias em que quase duplicou e o número de escolas mantém-se. Há urbanizações, como as Colinas do Cruzeiro com uma população estimada em 4403 habitantes, sem projecto nem espaço para uma escola básica.

Está agora prevista a construção de uma escola em Famões, mas é pouco. Não podemos esquecer as outras seis freguesias onde as escolas estão lotadas, com horários maioritariamente duplos e as AEC a funcionar em espaços exíguos e desadequados. Vão continuar assim até quando?

Quando votámos não à carta educativa estávamos convictos da nossa razão. Não o fizemos por uma mera birra política, fizemo-lo porque o que nela está previsto não apresenta perspectivas de futuro que melhorem a rede escolar no concelho num espaço de médio prazo. E todos os dias verificamos isso quando constatamos o esforço e a luta que travam professores e funcionários para oferecer uma escola com o mínimo de dignidade.

Estamos a dois anos de terminar este mandato e, como somos dos que não voltam as costas às adversidades, acreditamos que é possível começar desde já a inverter esta situação. Não é o caminho mais fácil mas é o necessário e o único que nos permite começar hoje a construir o futuro, um futuro que queremos digno para todos, nesta terra que será, então sim, "a terra de novas oportunidades".

Odivelas, 28 de Novembro de 2007

Os vereadores da CDU

Voto de Felicitação - 05/09/2007

DECLARAÇÃO POLÍTICA DOS VEREADORES DA CDU

VOTO DE FELICITAÇÃO

Realizaram-se durante o passado mês de Agosto os Campeonatos do Mundo de Atletismo na cidade de Osaka, Japão, tendo a representação portuguesa obtido muito bons resultados o que naturalmente contribuiu para o prestígio da modalidade em Portugal e simultaneamente deixou orgulhosa toda a nação.

No entanto e sem esquecer a participação e capacidade de todos os atletas que integraram a comitiva portuguesa, é justo destacar a medalha de ouro conquistada na prova de triplo salto pelo atleta do Sport Lisboa e Benfica, Nelson Évora obtida com a excelente marca de 17,74 metros.

Este título reveste-se de particular importância para o Concelho de Odivelas já que foi conquistado por um atleta que para além de ser habitante do nosso concelho iniciou a sua actividade desportiva em Odivelas.

Assim, a Câmara Municipal de Odivelas reunida na 16ª sessão ordinária realizada no dia 5 de Setembro de 2007, felicita o atleta Nelson Évora, o seu treinador e o clube que representa, pelo excelente resultado obtido nos Campeonatos do Mundo de Atletismo, conscientes que este feito, mais do que importar prestígio e notoriedade para Odivelas, constituirá um forte estimulo para que cada vez mais os jovens do nosso Concelho se interessem pela prática da modalidade.

Odivelas, 05 de Setembro de 2007

Os vereadores da CDU

Voto de Saudação - 04/07/2007

DECLARAÇÃO POLÍTICA DOS VEREADORES DA CDU

VOTO DE SAUDAÇÃO

Realizou-se no passado dia 27 de Junho o acto eleitoral que conduziria à eleição dos primeiros corpos sociais do CCD dos Trabalhadores da Câmara Municipal de Odivelas.

Os CCD´s de Empresas e Autarquias são o reflexo da vitalidade, e espírito associativo dos seus trabalhadores, dando na maioria dos casos, um importante contributo na promoção da Cultura, do Recreio e do Desporto bem como na ocupação dos tempos livres dos seus associados e respectivas famílias.

Assim, e pelo especial significado de que se reveste a eleição dos primeiros corpos sociais do CCD dos Trabalhadores da CMO, a Câmara Municipal reunida na sua 13ª Sessão Ordinária realizada no dia 4 de Julho de 2007, saúda os membros da Direcção, Conselho Fiscal, Mesa da Assembleia Geral e por intermédio desta, todos sócios do CCD dos Trabalhadores da CMO.

A todos, fica igualmente expresso os votos de Bom Trabalho na prossecução dos seus objectivos. O Executivo Municipal não deixará de se assumir como um interlocutor interessado, empenhado e activo.

Odivelas, 4 de Julho de 2007

Os vereadores da CDU