31 - Militão Ribeiro

 

Foi preso pela quarta vez em 1949 e encerrado na Penitenciária de Lisboa – antes estivera em Angra do Heroísmo e duas vezes no Tarrafal. «Até às vésperas da morte, Militão manteve a preocupação de comunicar ao partido a sua fidelidade e confiança. Escreveu várias cartas à Direcção do Partido, que foram interceptadas pelos carcereiros, só tendo chegado duas ao seu destino, uma das quais escrita com o seu próprio sangue. A PIDE assassinou-o cruelmente, um crime lento, dos que não deixam vestígios. Militão morreu de inanição em 2 de Fevereiro de 1950»



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30 - A repressão fascista

As repercussões do clima de "guerra-fria", as divisões por ele fomentadas entre as forças democráticas, o reforço do apoio imperialista ao regime fascista, a admissão de Portugal na NATO, levam a uma intensificação da repressão e das prisões em massa. Em 1947 realizara-se o primeiro grande julgamento político do pós-guerra: o «processo dos 109». Em Março de 1949 são presos Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro, Sofia Ferreira e vários outros militantes do Partido. Álvaro Cunhal, levado a tribunal, transforma o julgamento numa vigorosa denúncia da política de traição nacional do governo fascista.


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29 - As «eleições» de 1949

Pretendendo dar um aspecto democrático ao seu regime de terror, o fascismo organizou a farsa eleitoral de 1949. A Oposição, unida em torno da candidatura do general Norton de Matos, aproveitou para desenvolver a luta antifascista e, ao mesmo tempo, desmascarar a manobra salazarista. Reivindicando, como condições para ir às urnas, liberdade de propaganda, recenseamento honesto e fiscalização do voto, centenas de milhares de portugueses, protagonizaram uma grande luta política nacional. O PCP desempenhou um papel de primeiro plano em toda a campanha eleitoral de Norton de Matos. Foi o inspirador da unidade e o seu mais consequente defensor. Foi o motor da mobilização popular.

 

28 - Bento de Jesus Caraça

 

Foi uma figura maior da cultura e da ciência, economista e matemático ilustre, criador do notável projecto cultural que foi a Biblioteca Cosmos, fundador e dirigente da Universidade Popular, militante comunista, exemplo ímpar de dedicação à causa da liberdade e da dignidade humanas durante toda a sua vida. O seu funeral, em 1 de Julho de 1948, constituiu uma impressionante manifestação antifascista. Bento de Jesus Caraça é apenas um dos muitos intelectuais que aderiram e contribuíram para a luta do PCP. O Partido esteve sempre com os intelectuais reconhecendo o seu papel destacado no desenvolvimento das artes, da ciência e do país.


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27 - Eleições sindicais

 

Forçado pela pressão das massas trabalhadoras, o governo fascista é obrigado a permitir eleições para as direcções dos sindicatos. Sob a palavra de ordem «colocar nos sindicatos direcções da confiança dos trabalhadores», o PCP apela à participação dos trabalhadores nessas eleições. As listas unitárias antifascistas vencem em dezenas de sindicatos.

 

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26 - IV Congresso do PCP

Realiza-se em Julho de 1946 – num momento de grande ascenso das lutas da classe operária e de grandes progressos no desenvolvimento das organizações e lutas unitárias e constitui um momento marcante da história do PCP. Define as linhas fundamentais da via para o derrubamento do fascismo. Aponta o levantamento contra a ditadura fascista como o caminho a seguir. Reafirma a política do Partido para a unidade nacional antifascista. O IV Congresso define os princípios orgânicos do centralismo democrático que orientam a organização do Partido e estão na base dos seus Estatutos.


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25 - O MUD Juvenil

 

Em 1946, fruto de uma ampla movimentação democrática da juventude, foi criado o MUD Juvenil – Movimento de Unidade Democrática Juvenil – que, ao fim de poucos meses de actividade, tem 20 mil aderentes e, até 1957, une e mobiliza, a nível nacional, os sectores mais combativos da juventude portuguesa nos quais os jovens comunistas assumiram um papel de vanguarda.


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24 - O Movimento de Unidade Democrática

Nas novas condições criadas pela derrota do nazi-fascismo – e apesar do imediato apoio público e explícito dos EUA e da Grã-Bretanha ao regime salazarista – o fascismo é obrigado a recuar. Os trabalhadores, os estudantes, os democratas saem à rua exigindo eleições livres nos sindicatos, a reabertura das associações de estudantes, a democratização. É criado o MUD – Movimento de Unidade Democrática – primeiro movimento legal de oposição democrática à ditadura fascista, cuja acção constituiu um poderoso cimento de unidade das forças democráticas.


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23 - Assassinato de Alfredo Diniz (Alex)

A 4 de Julho de 1945, o dirigente comunista Alfredo Diniz, circulava, na sua bicicleta, pela estrada de Bucelas, a caminho de um encontro. Escondido atrás de uma furgoneta, o bando de assassinos da PIDE, chefiado por José Gonçalves, esperava-o. Um dos criminosos saltou de surpresa e com um empurrão fê-lo cair na berma da estrada. Os outros cercaram-no. Um tiro matou-o.

ALGUNS DADOS BIOGRÁFICOS DO CAMARADA ALFREDO DINIS – "ALEX"

Operário metalúrgico. Em 1936, com 19 anos aderiu às Juventudes Comunistas. Ainda nesse ano tornou-se membro do Socorro Vermelho. Em 1938 (Agosto) foi preso tendo sido condenado a 19 meses de prisão.  Foi responsável (1941) pela Célula da Parry & Son e pelo Comité Local de Almada do Partido. Em 1942 sendo responsável pela organização local, foi um dos impulsionadores das greves que tiveram lugar na região de Lisboa. Em 1943 é membro do Comité Regional de Lisboa, tendo sido um dos impulsionadores das grandes greves desse ano. Nesse mesmo ano, no III Congresso, é eleito para o Comité Central. Em 1944 foi igualmente um grande impulsionador das Grandes Greves de 8 e 9 de Maio, tendo feito parte do Comité Organizador das greves. Em 1945 pouco antes de ser assassinado, foi eleito para a Comissão Política.

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22 - A luta política

 "Avante!", Maio de 45, sobre as comemorações da vitória: «Nesta grande jornada patriótica, orientada no fundamental pelo nosso Partido, o povo português entrou abertamente no caminho da luta política. Nestes 19 anos de tirania, o fascismo salazarista tudo fez para roubar ao povo o sentimento nacional. Mas o povo português arrancou aos traidores salazaristas a bandeira e o hino nacional»

 

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