62 - O 1.º Governo Provisório

A presença dos comunistas no 1.º Governo provisório foi o reconhecimento do seu papel no derrubamento do fascismo e a garantia da criação e defesa de um regime democrático. À conquista das liberdades, segue-se a conquista de significativas melhorias das condições de vida dos trabalhadores e do povo. Com os governos provisórios que se sucederam, os trabalhadores e o povo tiveram, pela primeira – e, até agora, única vez – um primeiro-ministro que se identificava com os seus interesses, anseios e aspirações: o General Vasco Gonçalves, o Companheiro Vasco.

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61 - O primeiro 1.º de Maio

O 25 de Abril de 1974 teve, uma semana depois, a sua confirmação maior nas gigantescas manifestações unitárias do 1.º de Maio – expressão da imensa força autónoma e independente do movimento operário e popular. Álvaro Cunhal, na sua intervenção: «Nestes dias deram-se passos gigantescos no sentido da democratização da vida nacional. Mas o perigo da reacção fascista, o perigo da contra revolução existe»

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60 - Chegada de Álvaro Cunhal a Lisboa

30 de Abril de 1974: uma multidão acorre ao aeroporto de Lisboa, para ver e ouvir Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP: «O momento exige que se reforce na acção diária a unidade da classe operária, a unidade das massas populares – força motora das grandes transformações sociais; que se alargue e reforce na acção diária a unidade de todos os democratas e patriotas e se desenvolva impetuosamente a sua força organizada; que se reforce a aliança, a cooperação, a solidariedade recíproca entre as massas populares e os oficiais, sargentos, soldados e marinheiros de sentimentos democráticos e liberais»

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59 - A consolidação da vitória

 Apoiando e estimulando os militares patriotas, mobilizando-se e intervindo directamente na democratização da vida nacional, o levantamento popular afirma-se como factor decisivo para a consolidação da vitória. O povo português, fundindo a sua acção com o MFA, inicia a exaltante caminhada para a realização das suas mais profundas esperanças e aspirações. Em poucos meses, vencendo resistências e dificuldades, a acção das massas populares, em estreita e fraterna aliança com o MFA – a Aliança Povo/MFA – obtém êxitos de alcance e consequências históricas. Ao Portugal fascista e colonialista sucedia o Portugal revolucionário, da liberdade, da paz, da independência e do progresso social.

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57 - O Avante! n.º 464

 

 

Na edição de Abril de 1974 do órgão central do PCP, destacam-se duas palavras de ordem essenciais: «Não dar tréguas ao fascismo» e «Aliar à luta antifascista os patriotas das forças armadas». O «Avante!» refere «a existência de um amplo movimento que abrange centenas de oficiais do Quadro Permanente dos três ramos das Forças Armadas».

 


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56 - A ofensiva final

 O ano de 1973 é marcado por grandes lutas em várias frentes. Desenvolvem-se os movimentos de socorro aos presos políticos e de luta pela liberdade de expressão. Na continuidade de uma ampla luta contra a guerra do Vietname, surgem novas acções de solidariedade com o povo vietnamita . Em Abril realiza-se, em Aveiro, o 3º Congresso da Oposição Democrática. Participam 1500 democratas que representam centenas de organizações de base espalhadas pelo país. Este Congresso culmina com uma manifestação que foi brutalmente reprimida. Cinco meses depois, aproveitando a farsa das «eleições» para a Assembleia Nacional fascista, desenvolve-se em todo o País uma grande campanha política de massas, à frente da qual se encontra a classe operária e o PCP – e que tem continuidade numa poderosa vaga de greves, envolvendo dezenas e dezenas de milhares de trabalhadores, e que se prolonga até ao dia 24 de Abril de 1974.

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55 - Criação da Intersindical

O ascenso da luta da classe operária e dos trabalhadores, traduz-se em grandes avanços no aproveitamento dos sindicatos fascistas. Várias dezenas de direcções sindicais são conquistadas pelos trabalhadores. Começam a ser criadas estruturas nacionais de coordenação do movimento sindical. Em 1 de Outubro de 1970 é criada a Intersindical. Guiada pelo seu partido, o PCP, a classe operária afirma-se como força dirigente da luta popular, congregando em torno do seu programa e dos seus objectivos revolucionários, sectores cada vez mais amplos do nosso povo.


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54 - Formação da ARA

Em 1970, complementando a luta de massas, é criada a ARA (Acção Revolucionária Armada). O navio Cunene, que devia transportar armamento para as colónias é imobilizado por uma acção de sabotagem. A esta acção seguiram-se, designadamente: a destruição, no Porto de Lisboa, de equipamentos destinados ao exército colonialista; a destruição do «Centro Cultural» da Embaixada dos EUA; a destruição da frota de helicópteros da Base Aérea de Tancos; o corte total das comunicações rádio-telegráficas e telefónicas com o resto do Mundo (em protesto contra a realização, em Lisboa, do Conselho Ministerial da Nato); a destruição de parte do Quartel-General do «Comiberlant», em Oeiras.

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53 - Criação da CDE

Em 1968-1969, a Oposição Democrática intensifica a sua actividade. O PCP, sublinha as potencialidades criadas pela crise do regime para a mobilização em grandes acções políticas abertas, defendendo uma “unidade renovada na acção e para a acção”, assente na unidade da classe operária e das massas populares, materializada em organizações de base com funcionamento democrático. É neste caminho que o movimento democrático se desenvolve organicamente e se cria a CDE

 

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52 - A luta pela emancipação da Mulher

O PCP na sua acção directa, no estímulo à criação de estruturas e movimentos, como o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas ou o Movimento Democrático das Mulheres (MDM) afirmou-se como a grande força política da emancipação da mulher, indissociável dos êxitos da luta pela consagração e defesa dos seus direitos.

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