85 momentos da História do PCP

01 - Fundação do PCP

 A fundação do PCP, a 6 Março de 1921, sob o impulso da Revolução de Outubro, está ligada ao desenvolvimento histórico do movimento operário português e realizou-se num clima marcado por grandes lutas de classe, travadas pelos trabalhadores portugueses. Com a fundação do PCP a classe operária portuguesa encontra a sua firme e segura vanguarda.


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02 - N.º 1 de "O Comunista"

 

Em fins de 1921, foi publicada a primeira imprensa comunista, em Portugal: o jornal “O Comunista”, órgão central do Partido Comunista Português e “O Jovem Comunista. 

 


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03 - O I Congresso do PCP

 

 
Em 10,11 e 12 de Novembro de 1923, realizou-se, em Lisboa, o I Congresso do Partido, no qual foi aprovado o Programa de Acção do Partido Comunista Português.

 

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04 - O II Congresso do PCP

 

Realizado a 29 de Maio de 1926, o II Congresso coincide com o golpe militar de 28 de Maio e a instauração da ditadura. Começa a repressão aos comunistas e às organizações e militantes democráticos e sindicais. São presos centenas de dirigentes operários. Em 1927 a Sede do PCP é definitivamente encerrada.

 

 


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Próximo Painel: 05 - A reorganização de 1929

05 - A reorganização de 1929

 

  De todos os partidos políticos existentes quando da instauração do fascismo, o PCP foi o único que soube resistir e forjar-se na luta. Em 1929, o Partido começa a organizar-se nas condições de clandestinidade que lhe são impostas, assim confirmando ser um partido diferente dos que são todos iguais. A imagem impressa representa o primeiro símbolo do PCP.

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Próximo Painel: 06 - Bento Gonçalves

06 - Bento Gonçalves

Jovem operário do Arsenal, activista sindical, Bento Gonçalves tem um papel decisivo na reorganização de 1929: no combate às concepções anarquistas, na ligação do Partido à classe operária, na sua transformação num partido leninista. Na Conferência de Abril de 1929 é designado secretário-geral do PCP. Em 1935, participa no VII Congresso da Internacional Comunista, em Moscovo. Preso a 11 de Novembro desse ano, foi enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal onde morreu em 11 de Setembro de 1942.

 

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Próximo Painel: 07 - A frente sindical

07 - A frente sindical

 

A frente sindical é uma das mais importantes frentes de luta do Partido após a reorganização de 1929. É criada a Comissão Inter-Sindical que, em pouco tempo, adquire uma influência maioritária, representando 25 mil trabalhadores – enquanto a CGT (anarquista) representa 15 mil e a FAO (socialista) representa 5 mil.

 

Próximo Painel: 08 - Primeiro número do "Avante!"

08 - Primeiro número do "Avante!"

 

  A 15 de Fevereiro de 1931, na sequência da reorganização de 1929, foi publicado o primeiro número do "Avante!", órgão central do Partido Comunista Português. Assim se inicia uma gloriosa caminhada que fará do "Avante!" um dos exemplos mais notáveis da imprensa operária clandestina de todo o mundo.

 

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Próximo Painel:  09 - Primeiro número de "O Militante"

09 - Primeiro número de "O Militante"

 

 Em 1933 é criado "O Militante", que viria a desempenhar um importante papel na formação política e ideológica dos quadros e dos militantes comunistas.

 

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Próximo Painel: 10 - O Partido resiste

10 - O Partido resiste

A década de trinta, no decorrer da qual se concretiza a fascização do Estado, foi, simultaneamente, um tempo de acentuada repressão contra o Partido. O crescimento do PCP assustava o regime fascista que concentrou nele a sua força repressiva e fez do anticomunismo a sua bandeira ideológica. O Partido sofre fortes golpes. Apesar disso prossegue a sua actividade. É criado um Comité Central, até aí inexistente. Entre 36 e 38, o "Avante!" publica-se semanalmente e chega a atingir tiragens de 10 mil exemplares.


Próximo Painel: 11 - O 18 de Janeiro de 1934

11 - O 18 de Janeiro de 1934

 

Em resposta à entrada em vigor do Estatuto do Trabalho Nacional que, inspirado na Carta del Lavoro de Mussolini, decretava a ilegalização dos sindicatos livres, desenvolve-se uma greve de características insurreccionais. Na Marinha Grande a greve, dirigida por militantes comunistas, atinge proporções assinaláveis. A repressão é violenta. Manuel Vieira Tomé, dirigente sindical e militante do Partido, morreu nas mãos da polícia política. A partir dessa luta, o PCP afirma-se definitivamente como o partido da classe operária e o grande dinamizador da luta antifascista.

 

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Próximo Painel: 12 - A Revolta dos Marinheiros

12 - A Revolta dos Marinheiros

 

Na sequência do corte de relações do regime fascista com a República Espanhola e do seu apoio à sublevação fascista de Franco, revoltam-se, em Setembro de 1936, organizados pela ORA (Organização Revolucionária da Armada), os marinheiros dos navios de guerra Dão, Bartolomeu Dias e Afonso de Albuquerque. Dez marinheiros foram mortos, 60 foram condenados a penas que somaram 600 anos de prisão e deportados para o Tarrafal.


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Próximo Painel: 13 - Tarrafal, o Campo da Morte Lenta

13 - Tarrafal, o Campo da Morte Lenta

Com o avanço do fascismo na Europa e na decorrência do processo de fascização do Estado promovido por Salazar, o regime fascista português cria, em 23 de Abril de 1936, a «Colónia Penal» do Tarrafal. O objectivo é assassinar os democratas mais combativos e aterrorizar todo o povo. Os 340 antifascistas que estiveram presos no Tarrafal somaram aí um total de dois mil anos, onze meses e cinco dias de prisão. 32 deles, entre os quais Bento Gonçalves e Alfredo Caldeira, foram ali assassinados friamente. Tarrafal foi o espelho do regime fascista.

 

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Próximo Painel: 14 - A clandestinidade

14 - A clandestinidade

 

A clandestinidade não se destinava a esconder do povo a actividade do PCP, mas sim a defender os militantes da repressão. A par das estruturas de ligação às massas, existiam as estruturas totalmente clandestinas, o aparelho clandestino do Partido, assente num reduzido mas sólido quadro de funcionários inteiramente dedicados à luta revolucionária. O aparelho e a organização clandestina do Partido foram a espinha dorsal e o principal motor da luta antifascista. As casas clandestinas constituíam uma peça importante dessa defesa. A tipografia clandestina era, exteriormente, uma casa como outra qualquer, mas no seu interior os tipógrafos recebiam os textos, imprimiam e entregavam-nos ao aparelho de distribuição.

 

Próximo Painel: 15 - A «reorganização de 40-41»

15 - A «reorganização de 40-41»

 

 Em 1940, na sequência da libertação de um grande número de militantes – entre eles Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro, Sérgio Vilarigues, Joaquim Pires Jorge, José Gregório, Pedro Soares, Manuel Guedes, Júlio Fogaça – inicia-se a «reorganização de 40-41». Momento fundamental da história do PCP, no qual Álvaro Cunhal teve um papel decisivo, a «reorganização» permitiu que o Partido desse rapidamente grandes passos em frente na sua actividade e influência, transformando-se num grande partido nacional, organizador da luta popular e impulsionador da luta antifascista.

 

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Próximo Painel:  16 - 1.º "Avante!" da última série, iniciada em 1941

16 - 1.º "Avante!" da última série, iniciada em 1941

 

 Em 1938, a tipografia do "Avante!" caíra nas mãos da PIDE e a publicação do "Avante!" fora interrompida. A partir de Agosto de 1941, o órgão central do PCP é publicado ininterruptamente até ao 25 de Abril de 1974.

 

Próximo Painel: 17 - PCP, vanguarda da classe operária

17 - PCP, vanguarda da classe operária

No período que se segue à «reorganização de 40-41», a classe operária surge em força na cena política nacional e toma a vanguarda da luta. À sua frente, mobilizando, dirigindo, projectando a luta sempre para a frente, sempre para objectivos mais vastos, está o PCP.

 

Próximo Painel:  18 - PCP, partido da unidade antifascista

18 - PCP, partido da unidade antifascista

 Em Maio de 1942 pode ler-se no "Avante!": «O problema fundamental do momento é a unificação da classe operária em volta do seu partido de classe e o da união de todas as forças antifascistas com a classe operária e com o seu partido». Em Março de 1943, o PCP lança um «Manifesto à Nação», onde apresenta «9 Pontos como programa para a unidade nacional». Em Janeiro de 1944, é publicamente anunciada a criação do Conselho Nacional de Unidade Antifascista – MUNAF – em que colaboram comunistas, socialistas, republicanos, católicos, monárquicos, liberais e outros antifascistas de várias tendências.

 

Próximo Painel: 19 - III Congresso (I ilegal)

19 - III Congresso (I ilegal)

 

Em Novembro de 1943 - num momento em que os exércitos nazis ainda dominavam a Europa e a ditadura salazarista sufocava o País com métodos extremos de privação de liberdade – o PCP realiza o seu III Congresso que marca a grande viragem na história do Partido. A partir daí - apesar das ferozes arremetidas da repressão e dos duros golpes sofridos - o PCP conseguiu garantir a estabilidade e a continuidade do seu trabalho de direcção, o que constituiu uma das fontes dos seus êxitos, da sua capacidade e experiência política, da sua actuação e orientação. Neste Congresso o PCP afirmou o princípio, desde então rigorosamente cumprido, de garantir o máximo respeito pelos métodos democráticos na vida interna do Partido. O III Congresso – I Congresso ilegal – realizou-se de 10 a 13 de Novembro de 1943, na vivenda “Vila Arriaga”, no Estoril.


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Próximo Painel:  20 - A luta continua

20 - A luta continua

Em 1941, greves na Covilhã e importantes lutas estudantis; em 1942 rebentam lutas camponesas contra o envio de géneros para a Alemanha, e uma vaga de greves em Lisboa e arredores; em 1943 o movimento grevista atinge grandes proporções. Com o impulso da acção do Partido participam no movimento 50 mil trabalhadores, a quase totalidade dos operários industriais de Lisboa e Margem Sul do Tejo; em 1944, o PCP apela às massas para que desencadeiem greves e manifestações pelo pão e por outros géneros de primeira necessidade. A classe operária responde com grandes lutas na região de Lisboa e Baixo Ribatejo.

 

Próximo Painel: 21 - O fim da guerra

21 - O fim da guerra

 Em finais de Abril de 1945, o Exército Vermelho desencadeia a sua última grande ofensiva e, em 2 de Maio, entra em Berlim. Em 8 de Maio, centenas de milhares de pessoas, muitas empunhando bandeiras nacionais e dos países aliados, comemoram a vitória inundando as ruas, em Lisboa, margem sul, Porto, por todo o país e exigindo “Eleições livres!”, “Libertação dos presos políticos!”, “Extinção do Tarrafal!”. Impedidos pela repressão de arvorar bandeiras da URSS, muitos manifestantes erguem apenas os paus das bandeiras.


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Próximo Painel: 22 - A luta política

22 - A luta política

 "Avante!", Maio de 45, sobre as comemorações da vitória: «Nesta grande jornada patriótica, orientada no fundamental pelo nosso Partido, o povo português entrou abertamente no caminho da luta política. Nestes 19 anos de tirania, o fascismo salazarista tudo fez para roubar ao povo o sentimento nacional. Mas o povo português arrancou aos traidores salazaristas a bandeira e o hino nacional»

 

Próximo Painel: 23 - Assassinato de Alfredo Diniz (Alex)

23 - Assassinato de Alfredo Diniz (Alex)

A 4 de Julho de 1945, o dirigente comunista Alfredo Diniz, circulava, na sua bicicleta, pela estrada de Bucelas, a caminho de um encontro. Escondido atrás de uma furgoneta, o bando de assassinos da PIDE, chefiado por José Gonçalves, esperava-o. Um dos criminosos saltou de surpresa e com um empurrão fê-lo cair na berma da estrada. Os outros cercaram-no. Um tiro matou-o.

ALGUNS DADOS BIOGRÁFICOS DO CAMARADA ALFREDO DINIS – "ALEX"

Operário metalúrgico. Em 1936, com 19 anos aderiu às Juventudes Comunistas. Ainda nesse ano tornou-se membro do Socorro Vermelho. Em 1938 (Agosto) foi preso tendo sido condenado a 19 meses de prisão.  Foi responsável (1941) pela Célula da Parry & Son e pelo Comité Local de Almada do Partido. Em 1942 sendo responsável pela organização local, foi um dos impulsionadores das greves que tiveram lugar na região de Lisboa. Em 1943 é membro do Comité Regional de Lisboa, tendo sido um dos impulsionadores das grandes greves desse ano. Nesse mesmo ano, no III Congresso, é eleito para o Comité Central. Em 1944 foi igualmente um grande impulsionador das Grandes Greves de 8 e 9 de Maio, tendo feito parte do Comité Organizador das greves. Em 1945 pouco antes de ser assassinado, foi eleito para a Comissão Política.

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Próximo Painel:  24 - O Movimento de Unidade Democrática

24 - O Movimento de Unidade Democrática

Nas novas condições criadas pela derrota do nazi-fascismo – e apesar do imediato apoio público e explícito dos EUA e da Grã-Bretanha ao regime salazarista – o fascismo é obrigado a recuar. Os trabalhadores, os estudantes, os democratas saem à rua exigindo eleições livres nos sindicatos, a reabertura das associações de estudantes, a democratização. É criado o MUD – Movimento de Unidade Democrática – primeiro movimento legal de oposição democrática à ditadura fascista, cuja acção constituiu um poderoso cimento de unidade das forças democráticas.


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Próximo Painel: 25 - O MUD Juvenil

25 - O MUD Juvenil

 

Em 1946, fruto de uma ampla movimentação democrática da juventude, foi criado o MUD Juvenil – Movimento de Unidade Democrática Juvenil – que, ao fim de poucos meses de actividade, tem 20 mil aderentes e, até 1957, une e mobiliza, a nível nacional, os sectores mais combativos da juventude portuguesa nos quais os jovens comunistas assumiram um papel de vanguarda.


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Próximo Painel:  26 - IV Congresso do PCP

26 - IV Congresso do PCP

Realiza-se em Julho de 1946 – num momento de grande ascenso das lutas da classe operária e de grandes progressos no desenvolvimento das organizações e lutas unitárias e constitui um momento marcante da história do PCP. Define as linhas fundamentais da via para o derrubamento do fascismo. Aponta o levantamento contra a ditadura fascista como o caminho a seguir. Reafirma a política do Partido para a unidade nacional antifascista. O IV Congresso define os princípios orgânicos do centralismo democrático que orientam a organização do Partido e estão na base dos seus Estatutos.


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 Próximo Painel: 27 - Eleições sindicais

27 - Eleições sindicais

 

Forçado pela pressão das massas trabalhadoras, o governo fascista é obrigado a permitir eleições para as direcções dos sindicatos. Sob a palavra de ordem «colocar nos sindicatos direcções da confiança dos trabalhadores», o PCP apela à participação dos trabalhadores nessas eleições. As listas unitárias antifascistas vencem em dezenas de sindicatos.

 

Próximo Painel: 28 - Bento de Jesus Caraça

28 - Bento de Jesus Caraça

 

Foi uma figura maior da cultura e da ciência, economista e matemático ilustre, criador do notável projecto cultural que foi a Biblioteca Cosmos, fundador e dirigente da Universidade Popular, militante comunista, exemplo ímpar de dedicação à causa da liberdade e da dignidade humanas durante toda a sua vida. O seu funeral, em 1 de Julho de 1948, constituiu uma impressionante manifestação antifascista. Bento de Jesus Caraça é apenas um dos muitos intelectuais que aderiram e contribuíram para a luta do PCP. O Partido esteve sempre com os intelectuais reconhecendo o seu papel destacado no desenvolvimento das artes, da ciência e do país.


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Próximo Painel: 29 - As «eleições» de 1949

29 - As «eleições» de 1949

Pretendendo dar um aspecto democrático ao seu regime de terror, o fascismo organizou a farsa eleitoral de 1949. A Oposição, unida em torno da candidatura do general Norton de Matos, aproveitou para desenvolver a luta antifascista e, ao mesmo tempo, desmascarar a manobra salazarista. Reivindicando, como condições para ir às urnas, liberdade de propaganda, recenseamento honesto e fiscalização do voto, centenas de milhares de portugueses, protagonizaram uma grande luta política nacional. O PCP desempenhou um papel de primeiro plano em toda a campanha eleitoral de Norton de Matos. Foi o inspirador da unidade e o seu mais consequente defensor. Foi o motor da mobilização popular.

 

30 - A repressão fascista

As repercussões do clima de "guerra-fria", as divisões por ele fomentadas entre as forças democráticas, o reforço do apoio imperialista ao regime fascista, a admissão de Portugal na NATO, levam a uma intensificação da repressão e das prisões em massa. Em 1947 realizara-se o primeiro grande julgamento político do pós-guerra: o «processo dos 109». Em Março de 1949 são presos Álvaro Cunhal, Militão Ribeiro, Sofia Ferreira e vários outros militantes do Partido. Álvaro Cunhal, levado a tribunal, transforma o julgamento numa vigorosa denúncia da política de traição nacional do governo fascista.


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Próximo Painel: 31 - Militão Ribeiro

31 - Militão Ribeiro

 

Foi preso pela quarta vez em 1949 e encerrado na Penitenciária de Lisboa – antes estivera em Angra do Heroísmo e duas vezes no Tarrafal. «Até às vésperas da morte, Militão manteve a preocupação de comunicar ao partido a sua fidelidade e confiança. Escreveu várias cartas à Direcção do Partido, que foram interceptadas pelos carcereiros, só tendo chegado duas ao seu destino, uma das quais escrita com o seu próprio sangue. A PIDE assassinou-o cruelmente, um crime lento, dos que não deixam vestígios. Militão morreu de inanição em 2 de Fevereiro de 1950»



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Próximo Painel: 32 - Assassinados pelo fascismo

32 - Assassinados pelo fascismo

 O fascismo matou com a tortura em brutais interrogatórios nas cadeias; com trabalhos forçados, castigos, falta de assistência perante doenças mortíferas; assassinou traiçoeiramente a tiro em estradas desertas ou nas casas de habitação de antifascistas; ceifou vidas disparando contra trabalhadores em luta. Entre as muitas vítimas, estão: António Ferreira Soares, Francisco Ferreira Marquês, Germano Vidigal, José Moreira. Muitos comunistas morreram nas cadeias ou depois de libertados após longos anos de cárcere e outros por não poderem tratar-se, porque obrigados à clandestinidade – entre estes, Soeiro Pereira Gomes, José Gregório, Manuel Rodrigues da Silva.


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Próximo Painel: 33 - A luta pela paz

33 - A luta pela paz

No início dos anos 50, a luta pela paz é uma das mais importantes frentes da luta antifascista. É criada a Comissão Nacional para a Defesa da Paz que lança a palavra de ordem: «100 mil assinaturas para o apelo de Estocolmo». Em 1952 travam-se importantes lutas contra o Pacto do Atlântico e pela assinatura de um Pacto de Paz. Em 1953, os professores Rui Luís Gomes e Manuel Valadares e a escritora Maria Lamas são eleitos para o Conselho Mundial da Paz.

 

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Próximo Painel: 34 - Catarina Eufémia

34 - Catarina Eufémia

19 de Maio de 1954. Os operários agrícolas de Baleizão estão em greve, reivindicando melhores jornas para matar a fome. A unidade é total, ninguém trabalha na terra baleizoeira. Um agrário contrata um rancho em Penedo Gordo e mal chega a Baleizão a notícia de que o rancho começou a trabalhar, todos se dirigem em massa para a seara. O entendimento foi fácil e os de Penedo Gordo largam o trabalho. O agrário chama a GNR que, com a ameaça das armas, obriga o rancho a retomar o trabalho. Os trabalhadores de Baleizão voltam à seara para falar de novo aos seus companheiros de trabalho. A GNR impede-os. Conseguem impor que uma delegação de mulheres vá falar com o rancho. Catarina integra essa delegação. Um tenente da GNR – Carrajola – interpela a valente camponesa apontando-lhe uma pistola-metralhadora. E dispara. Catarina era militante comunista. Tinha 29 anos. Deixou três filhos órfãos. O quarto, que trazia no ventre, foi assassinado com ela.

 

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Próximo Painel: 35 - Ilegalização do MUD Juvenil

35 - Ilegalização do MUD Juvenil

Em 1955, a PIDE prende mais de uma centena de jovens do MUD Juvenil – entre os quais o futuro Presidente do MPLA, Agostinho Neto. Dois anos e meio mais tarde serão condenados no processo que ilegaliza este Movimento.

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Próximo Painel: 36 - V Congresso do PCP

36 - V Congresso do PCP

 

O V Congresso realizou-se de 8 a 15 de Setembro de 1957. Aprovou os primeiros Estatutos e Programa do Partido. Debateu o problema colonial, pronunciando-se inequivocamente pelo reconhecimento do direito dos povos das colónias à imediata independência. Na decorrência do fim da guerra e do restabelecimento, em 1947, das relações do PCP com o movimento comunista internacional, este é o primeiro Congresso do PCP que recebe saudações de outros partidos comunistas.

 

Próximo Painel: 37 - Eleições Presidenciais de 1958

37 - Eleições Presidenciais de 1958

 Na campanha eleitoral de 1958, para a Presidência da República, o fascismo não consegue impedir a concorrência da oposição. Apesar das proibições, das violências, das prisões, das cargas policiais, de que resultaram inúmeros feridos, nos 28 dias de campanha, por toda a parte, de norte a sul do País, realizaram-se grandiosas manifestações de rua de apoio aos dois candidatos da Oposição, o general Humberto Delgado e o democrata Arlindo Vicente. Muitas centenas de milhares de pessoas participaram, assim, numa das maiores batalhas travadas contra a ditadura fascista, reclamando as liberdades democráticas, a libertação dos presos políticos, a demissão do governo de Salazar. Com o chamado "Pacto de Cacilhas" Arlindo Vicente desistiu a favor de Humberto Delgado, único candidato da oposição a ir a votos e que mais tarde foi assassinado pela PIDE.


Para aprofundar o tema:


Próximo Painel: 38 - O protesto contra a burla eleitoral

38 - O protesto contra a burla eleitoral

A farsa eleitoral desencadeou uma poderosa vaga de protestos, encabeçada pela classe operária. Na jornada nacional de protesto contra a burla eleitoral, participaram centenas de milhares de trabalhadores. A repressão foi violenta. Milhares de antifascistas e militantes comunistas foram presos. Em Montemor-o-Novo, a GNR, a mando de um agrário e presidente da Câmara, assassina, a tiro, o militante comunista José Adelino dos Santos. O militante comunista Raul Alves, operário de Vila Franca de Xira, é morto pela PIDE, que o lança do 3.º andar da sua sede em Lisboa.

 

Próximo Painel: 39 - Fuga de Peniche

39 - Fuga de Peniche

Foi uma das mais espectaculares evasões de toda a história do fascismo. Quer por se tratar de um numeroso grupo de dirigentes e quadros do PCP – Álvaro Cunhal, Joaquim Gomes, Jaime Serra, Carlos Costa, Francisco Miguel, Pedro Soares, Rogério de Carvalho, Guilherme Carvalho, José Carlos, Francisco Martins Rodrigues – quer porque se tratou da fuga de um dos mais seguros cárceres fascistas. A fuga de Peniche – saudada com imensa alegria pelo povo português – foi uma grande vitória do Partido que, recuperando um elevado número de valiosos dirigentes, desencadearia e dirigiria nos anos seguintes algumas das mais importantes lutas contra a ditadura. Da fuga de Peniche viria a resultar, ainda, um sério reforço do trabalho de direcção do Partido.

Para aprofundar o tema:


Próximo Painel: 40 - Os movimentos de libertação das colónias

40 - Os movimentos de libertação das colónias

 

4 de Fevereiro de 1961: inicia-se a insurreição do povo de Angola, sob a direcção do MPLA. Dezembro de 1962: Salazar é derrotado em Goa, Damão e Diu. Janeiro de 1963: o PAIGC inicia a luta armada na Guiné. Setembro de 1964: a FRELIMO inicia a luta armada em Moçambique. As guerras coloniais desencadeiam uma grande vaga de lutas no país. Os soldados protestam contra o embarque para África. Há manifestações e lutas nos cais de embarque.


Para aprofundar o tema: 


Próximo Painel: 41 - Um grande debate ideológico

41 - Um grande debate ideológico

 Nos anos de 1960-1961, desenvolve-se no Partido uma profunda discussão sobre a clarificação da via para o derrubamento do fascismo, para além de um conjunto de questões como a defesa do Partido, a política de quadros, o trabalho de organização e de direcção, e problemas fundamentais de táctica e orientação do Partido. Este trabalho culmina na reunião do Comité Central de Março de 1961 – na qual o CC faz uma profunda análise ao seu trabalho de direcção nos anos anteriores e submete a uma severa crítica o desvio de direita que se verificara em vários campos da sua actuação no período de 1957-1959. É traçada uma nova orientação, define-se a via para o derrubamento do fascismo e para a conquista das liberdades políticas.


Para aprofundar o tema:  


Próximo Painel: 42 - Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP

42 - Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP

 

Em Março de 1961, o Comité Central elege Álvaro Cunhal secretário-geral do Partido. Em Março de 1964, o CC debate e aprova o relatório Rumo à Vitória, de Álvaro Cunhal, que constitui um contributo decisivo para a preparação do Programa do PCP que viria a ser aprovado no VI Congresso.

 

Próximo Painel: 43 - Fuga de Caxias

43 - Fuga de Caxias

A evasão foi minuciosa e longamente estudada e organizada sob a orientação do Partido. No dia marcado, 4 de Dezembro de 1961, às 10 horas, o militante António Tereso, conduzindo um pesado carro blindado – que Salazar utilizara e estava no Forte para reparação – despedaça os portões de acesso ao pátio do Forte de Caxias e desaparece perseguido pelos tiros da GNR. Nele seguiam, dirigentes e quadros destacados do Partido: Francisco Miguel, José Magro, Guilherme da Costa Carvalho, António Gervásio, Domingos Abrantes, Ilídio Esteves.

 

Para aprofundar o tema:
 


Próximo Painel: 44 - Assassinato de José Dias Coelho

44 - Assassinato de José Dias Coelho

Eram oito horas da noite, de 19 de Dezembro de 1961. José Dias Coelho, funcionário clandestino do PCP, seguia pela Rua dos Lusíadas. Cinco agentes da PIDE saltaram de um automóvel, perseguiram-no, cercaram-no e dispararam dois tiros. Um tiro à queima-roupa, em pleno peito, deitou-o por terra; o outro foi disparado com ele já no chão. Os assassinos meteram-no num carro e partiram a toda a velocidade. Só duas horas depois, quando estava a expirar, o entregaram no Hospital da CUF. «De todas as sementes deitadas à terra, é o sangue derramado pelos mártires que faz levantar as mais copiosas searas»: eis a legenda que José Dias Coelho dera à sua última gravura, criada um mês antes de ser assassinado, e representando o assassínio do operário Cândido Martins Capilé à frente de uma manifestação popular.

Para aprofundar o tema:


Próximo Painel: 45 - A luta dos estudantes

45 - A luta dos estudantes

A “crise académica de 1962” foi a primeira das grandes lutas dos estudantes que varreram a Europa na década de sessenta. Se o dia 24 de Março de 1962 se tornou em Portugal no "Dia do Estudante" é porque foi precisamente nesse dia que, com a violenta carga da polícia de choque sobre os milhares de estudantes que desfilavam no Campo Grande, se abriu um prolongado período de dura confrontação entre os estudantes e o governo que, durante meses, se estendeu a quase toda a Universidade. A luta dos estudantes sacudiu o país, abalou o regime.

Para aprofundar o tema:


Próximo Painel: 46 - Rádio Portugal Livre

46 - Rádio Portugal Livre

 

A 12 de Março de 1962 a RPL iniciou as suas emissões: Fala Rádio Portugal Livre! Aqui Rádio Portugal Livre! Emissora Portuguesa ao Serviço do Povo, da Democracia e da Independência Nacional! Era a voz do PCP e das forças democráticas que, durante 12 anos de actividade quotidiana, entrava em casa dos portugueses, levando-lhes notícias das lutas em curso, mobilizando-os para o combate, informando-os sobre o que no mundo se passava e que a censura fascista proibia.

Próximo Painel: 47 - 1.º de Maio de 1962

47 - 1.º de Maio de 1962

100 mil pessoas ocuparam as ruas de Lisboa durante longas horas, enfrentando o aparato policial. Às cargas brutais da polícia e às rajadas de metralhadora responderam com pedras, arrancadas do pavimento, e com postes de sinalização, dispersando num lado para se reagrupar no outro. Neste confronto, o jovem operário comunista Estevão Giro é morto por uma carga policial. As comemorações do 1.º de Maio estendem-se a todo o País em importantes jornadas de luta que terão continuidade, particularmente no Sul. Em Aljustrel, o jovem mineiro António Adângio é assassinado pela GNR.

 

Próximo Painel: 48 - Conquista das 8 horas

48 - Conquista das 8 horas

 As lutas do 1.º de Maio de 1962 têm continuidade durante todo o mês nas greves dos assalariados rurais do sul pela jornada de trabalho de 8 horas. A luta pelas 8 horas vinha de trás. Muitas e muitas lutas já tinham sido travadas pelos proletários rurais do sul por esta reivindicação. Em Maio de 1962 as 8 horas são conquistadas. Esta conquista é de facto uma vitória histórica e um marco fundamental na luta do proletariado português pela sua libertação. «O Partido Comunista, que dirigiu desde o início a luta, pode orgulhar-se desta vitória dos assalariados rurais como uma vitória sua».

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Próximo Painel: 49 - VI Congresso/Rumo à Vitória

49 - VI Congresso/Rumo à Vitória

"Rumo à Vitória - As Tarefas do Partido na Revolução Democrática e Nacional", constituiu a base política do Relatório apresentado por Álvaro Cunhal ao VI Congresso, realizado em 1965. Definia o caminho para o derrubamento da ditadura e os objectivos da revolução portuguesa que se consubstanciaram depois no Programa para a Revolução Democrática e Nacional que o VI Congresso aprovou. O VI Congresso teve uma influência determinante para a revolução portuguesa.

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Próximo Painel: 50 - Solidariedade com os presos políticos

50 - Solidariedade com os presos políticos

 

A solidariedade internacional para com a luta do povo português, com a exigência de libertação dos presos políticos, constituiu um forte apoio à luta antifascista. No interior do País, a formação de comissões de luta contra a repressão e de apoio aos presos políticos, as concentrações e manifestações, a edição de materiais de propaganda, os abaixo-assinados, as recolhas de fundos, mobilizaram muitos milhares de portugueses. Todas estas acções solidárias contribuíram para o isolamento interno e externo do regime fascista.

 

Próximo Painel: 51 - A classe operária na vanguarda da luta

51 - A classe operária na vanguarda da luta

 

Com a substituição de Salazar, alguns sectores da Oposição, nomeadamente socialistas, declararam-se esperançados na manobra “liberalizante” de Marcelo Caetano, cujo objectivo era, sem nada alterar da política de Salazar, alargar as bases de apoio do regime. No momento em que o fascismo procurava semear ilusões e criar a passividade, a classe operária avança e mobiliza outros sectores para a luta. Um forte movimento grevista alastrou por todo o País: pescadores de Matosinhos, marmoristas de Pêro Pinheiro, operários dos lanifícios da Covilhã, conserveiras do Algarve, Carris, Lisnave, General Motors, Ford, Cabos Ávila, Cel-Cat, Utic, Arsenal, Covina, Cimentos Tejo, Firestone, Tabaqueira, TAP, CP, Robialac, Corame, Sorefame, Standar Eléctrica, Tudor – e muitas outras.

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Próximo Painel: 52 - A luta pela emancipação da Mulher

52 - A luta pela emancipação da Mulher

O PCP na sua acção directa, no estímulo à criação de estruturas e movimentos, como o Conselho Nacional das Mulheres Portuguesas ou o Movimento Democrático das Mulheres (MDM) afirmou-se como a grande força política da emancipação da mulher, indissociável dos êxitos da luta pela consagração e defesa dos seus direitos.

Próximo Painel: 53 - Criação da CDE

53 - Criação da CDE

Em 1968-1969, a Oposição Democrática intensifica a sua actividade. O PCP, sublinha as potencialidades criadas pela crise do regime para a mobilização em grandes acções políticas abertas, defendendo uma “unidade renovada na acção e para a acção”, assente na unidade da classe operária e das massas populares, materializada em organizações de base com funcionamento democrático. É neste caminho que o movimento democrático se desenvolve organicamente e se cria a CDE

 

Próximo Painel: 54 - Formação da ARA

54 - Formação da ARA

Em 1970, complementando a luta de massas, é criada a ARA (Acção Revolucionária Armada). O navio Cunene, que devia transportar armamento para as colónias é imobilizado por uma acção de sabotagem. A esta acção seguiram-se, designadamente: a destruição, no Porto de Lisboa, de equipamentos destinados ao exército colonialista; a destruição do «Centro Cultural» da Embaixada dos EUA; a destruição da frota de helicópteros da Base Aérea de Tancos; o corte total das comunicações rádio-telegráficas e telefónicas com o resto do Mundo (em protesto contra a realização, em Lisboa, do Conselho Ministerial da Nato); a destruição de parte do Quartel-General do «Comiberlant», em Oeiras.

Próximo Painel: 55 - Criação da Intersindical

55 - Criação da Intersindical

O ascenso da luta da classe operária e dos trabalhadores, traduz-se em grandes avanços no aproveitamento dos sindicatos fascistas. Várias dezenas de direcções sindicais são conquistadas pelos trabalhadores. Começam a ser criadas estruturas nacionais de coordenação do movimento sindical. Em 1 de Outubro de 1970 é criada a Intersindical. Guiada pelo seu partido, o PCP, a classe operária afirma-se como força dirigente da luta popular, congregando em torno do seu programa e dos seus objectivos revolucionários, sectores cada vez mais amplos do nosso povo.


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Próximo Painel: 56 - A ofensiva final

56 - A ofensiva final

 O ano de 1973 é marcado por grandes lutas em várias frentes. Desenvolvem-se os movimentos de socorro aos presos políticos e de luta pela liberdade de expressão. Na continuidade de uma ampla luta contra a guerra do Vietname, surgem novas acções de solidariedade com o povo vietnamita . Em Abril realiza-se, em Aveiro, o 3º Congresso da Oposição Democrática. Participam 1500 democratas que representam centenas de organizações de base espalhadas pelo país. Este Congresso culmina com uma manifestação que foi brutalmente reprimida. Cinco meses depois, aproveitando a farsa das «eleições» para a Assembleia Nacional fascista, desenvolve-se em todo o País uma grande campanha política de massas, à frente da qual se encontra a classe operária e o PCP – e que tem continuidade numa poderosa vaga de greves, envolvendo dezenas e dezenas de milhares de trabalhadores, e que se prolonga até ao dia 24 de Abril de 1974.

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Próximo Painel: 57 - O Avante! n.º 464

57 - O Avante! n.º 464

 

 

Na edição de Abril de 1974 do órgão central do PCP, destacam-se duas palavras de ordem essenciais: «Não dar tréguas ao fascismo» e «Aliar à luta antifascista os patriotas das forças armadas». O «Avante!» refere «a existência de um amplo movimento que abrange centenas de oficiais do Quadro Permanente dos três ramos das Forças Armadas».

 


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Próximo Painel:  58 - Finalmente!

58 - Finalmente!

  Na madrugada de 25 de Abril de 1974, culminando décadas de resistência dos trabalhadores e de luta popular contra o fascismo, e reflectindo as aspirações e anseios do povo português, o heróico Movimento dos Capitães dirige o levantamento militar que derruba a ditadura fascista e abre os caminhos para a conquista da liberdade, da paz e da democracia. A acção do Movimento dos Capitães é imediatamente seguida por um poderoso, entusiástico e incontível levantamento popular que constitui um factor decisivo para a consolidação da vitória. É o fim do fascismo. É a liberdade depois de 48 anos de ditadura fascista.

Apoiando e estimulando os militares patriotas, mobilizando-se e intervindo directamente na democratização da vida nacional, o levantamento popular afirma-se como factor decisivo para a consolidação da vitória. O povo português, fundindo a sua acção com o MFA num mesmo combate, numa mesma vontade, numa mesma aspiração, inicia a exaltante caminhada para a realização das suas mais profundas esperanças e aspirações.

Álvaro Cunhal, em "A Revolução Portuguesa - O Passado e o futuro": "O derrubamento do governo fascista foi obra do MFA. Mas a efectiva derrota do fascismo, a instauração das liberdades, as transformações democráticas, as conquistas revolucionárias, foram obra da grande aliança Povo-MFA, da aliança do movimento popular revolucionário o rganizado com os militares revolucionários do MFA".

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Próximo Painel : 59 - A consolidação da vitória

59 - A consolidação da vitória

 Apoiando e estimulando os militares patriotas, mobilizando-se e intervindo directamente na democratização da vida nacional, o levantamento popular afirma-se como factor decisivo para a consolidação da vitória. O povo português, fundindo a sua acção com o MFA, inicia a exaltante caminhada para a realização das suas mais profundas esperanças e aspirações. Em poucos meses, vencendo resistências e dificuldades, a acção das massas populares, em estreita e fraterna aliança com o MFA – a Aliança Povo/MFA – obtém êxitos de alcance e consequências históricas. Ao Portugal fascista e colonialista sucedia o Portugal revolucionário, da liberdade, da paz, da independência e do progresso social.

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Próximo Painel:  60 - Chegada de Álvaro Cunhal a Lisboa

60 - Chegada de Álvaro Cunhal a Lisboa

30 de Abril de 1974: uma multidão acorre ao aeroporto de Lisboa, para ver e ouvir Álvaro Cunhal, secretário-geral do PCP: «O momento exige que se reforce na acção diária a unidade da classe operária, a unidade das massas populares – força motora das grandes transformações sociais; que se alargue e reforce na acção diária a unidade de todos os democratas e patriotas e se desenvolva impetuosamente a sua força organizada; que se reforce a aliança, a cooperação, a solidariedade recíproca entre as massas populares e os oficiais, sargentos, soldados e marinheiros de sentimentos democráticos e liberais»

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Próximo Painel: 61 - O primeiro 1.º de Maio

61 - O primeiro 1.º de Maio

O 25 de Abril de 1974 teve, uma semana depois, a sua confirmação maior nas gigantescas manifestações unitárias do 1.º de Maio – expressão da imensa força autónoma e independente do movimento operário e popular. Álvaro Cunhal, na sua intervenção: «Nestes dias deram-se passos gigantescos no sentido da democratização da vida nacional. Mas o perigo da reacção fascista, o perigo da contra revolução existe»

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Próximo Painel: 62 - O 1.º Governo Provisório

62 - O 1.º Governo Provisório

A presença dos comunistas no 1.º Governo provisório foi o reconhecimento do seu papel no derrubamento do fascismo e a garantia da criação e defesa de um regime democrático. À conquista das liberdades, segue-se a conquista de significativas melhorias das condições de vida dos trabalhadores e do povo. Com os governos provisórios que se sucederam, os trabalhadores e o povo tiveram, pela primeira – e, até agora, única vez – um primeiro-ministro que se identificava com os seus interesses, anseios e aspirações: o General Vasco Gonçalves, o Companheiro Vasco.

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Próximo Painel: 63 - 1.º Avante legal

63 - 1.º Avante legal

Após 43 anos de vida clandestina – durante os quais foi a voz dos que não tinham voz – o "Avante!" surge à luz da liberdade, para continuar a desempenhar o seu papel ao serviço dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, enquanto órgão central do Partido Comunista Português.

 

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     Próximo Painel: 64 - 1.º comício do PCP no Campo Pequeno

    64 - 1.º comício do PCP no Campo Pequeno

    Um mês após o 25 de Abril, o PCP realiza um gigantesco comício na Praça do Campo Pequeno, em Lisboa. Dezenas de milhares de pessoas confirmam a crescente influência e prestígio do partido da classe operária e de todos os trabalhadores, do partido da resistência antifascista, do partido da revolução de Abril.

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    Próximo Painel: 65 - VII Congresso (Extraordinário)

    65 - VII Congresso (Extraordinário)

    A 20 de Outubro de 1974, no Pavilhão dos Desportos de Lisboa, poucos meses depois do 25 de Abril, reuniu, extraordinariamente, o primeiro Congresso do PCP na legalidade, após 48 anos de fascismo. É o Congresso de um partido que se transformara rapidamente de um forte partido clandestino de quadros num grande partido de massas.

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    Próximo Painel: 66 - Nacionalizações

    66 - Nacionalizações

    As nacionalizações surgem como resultado do processo revolucionário, como consequência lógica da agudização da luta de classes, que opunha à Revolução portuguesa os grupos monopolistas, o grande capital. A nacionalização dos sectores básicos da economia liquidou os grupos monopolistas e alterou radicalmente as estruturas económica do País.

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    Próximo Painel: 67 - Reforma Agrária

    67 - Reforma Agrária

    A Reforma Agrária, a mais bela de todas as conquistas da Revolução, foi uma realização revolucionária de alcance histórico dos trabalhadores agrícolas alentejanos e ribatejanos, organizados nos seus sindicatos, tendo à frente o seu Partido – o Partido Comunista Português – e contando com o apoio dos militares revolucionários e progressistas de Abril.

     

    Próximo Painel: 68 - A Constituição da República Portuguesa

    68 - A Constituição da República Portuguesa

    Em 2 de Abril de 1976, a Assembleia Constituinte aprovou a Constituição da República Portuguesa que consagrava o regime democrático nascido da revolução de Abril. Trinta anos passados, e apesar de mutilada por sucessivas revisões levadas a cabo pelos partidos da política de direita, a Constituição mantém-se como conquista da revolução e referência essencial de luta para todos os homens e mulheres de Abril.

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    Próximo Painel: 69 - A contra-revolução

    69 - A contra-revolução

     Os inimigos da revolução de Abril, tentaram, desde o início, liquidar a revolução, recorrendo a métodos caracterizados por um vale tudo sem fronteiras: várias tentativas de golpes, terrorismo bombista, santas alianças internas, financiamentos do capitalismo internacional. O 1.º Governo do PS/Mário Soares, em 1976, dá início a uma brutal ofensiva contra as conquistas da revolução, tendo como alvos tudo o que de mais progressista a revolução de Abril produziu, a começar pela própria Constituição. De há trinta anos para cá tem sido essa a prática de sucessivos governos PS/PSD/CDS. O PCP ocupa a primeira linha da luta contra a política de direita e por uma alternativa de esquerda.

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    Próximo Painel: 70 - VIII Congresso

    70 - VIII Congresso

    Realizado em Novembro de 1976, foi o Congresso do balanço da revolução. O principal documento e trabalho preparatório do Congresso, elaborado por Álvaro Cunhal – «A Revolução Portuguesa, o Passado e o Futuro» – constitui uma profunda e exaustiva análise do processo revolucionários português no seu conjunto. «Nas condições actualmente existentes em Portugal a recuperação capitalista contraria a recuperação económica. Uma política de recuperação capitalista, a insistir-se nela, conduziria, não à solução das dificuldades económicas e financeira, mas ao seu agravamento. Não à consolidação da democracia, mas à restrição das liberdades e ao uso da repressão. Não à estabilidade económica, social e política, mas à multiplicação dos conflitos e à desestabilização»

     

    Próximo Painel: 71 - Movimento operário e popular

    71 - Movimento operário e popular

     

    As grandes manifestações de massas, nas quais participavam todas as camadas do povo português, foram uma das mais importantes formas de acção do movimento operário e popular – e continuam a sê-lo na situação actual. Os sindicatos, unidos na Intersindical (CGTP) desempenharam um papel decisivo em todo o processo revolucionário – e continuam a ser determinantes na luta contra a política de direita. Com uma intervenção valiosa, em cooperação com o movimento sindical, as Comissões de Trabalhadores são também de grande importância.

     

    Próximo Painel: 72 - A Primeira Festa do “Avante!”

    72 - A Primeira Festa do “Avante!”

    A Primeira Festa do “Avante!” realizou-se a 24, 25 e 26 de Setembro de 1976, na FIL, em Lisboa. Ergueram-na milhares de militantes e amigos do Partido – operários, intelectuais, estudantes, trabalhadores de todas as profissões, homens, mulheres e jovens – que, com a sua criatividade e muitas e muitas horas roubadas ao merecido descanso de um dia normal de trabalho, deram o pontapé de partida para aquele que, de então para cá, passou a ser o maior evento cultural, artístico, político, de convívio e de confraternização, do país – uma expressão concreta da força e das potencialidades da militância revolucionária.

     

    Próximo Painel: 73 - Criação da JCP

    73 - Criação da JCP

    A JCP, Juventude Comunista Portuguesa, nasce em 1979, da fusão da UEC (União dos Estudantes Comunistas) com a UJC (União da Juventude Comunista) – e afirma-se como organização revolucionária da juventude portuguesa.

     

    Próximo Painel: 74 - A luta pela Reforma Agrária

    74 - A luta pela Reforma Agrária

     As ofensivas contra as conquistas de Abril têm na Reforma Agrária um dos seus alvos preferenciais. A luta em defesa da «mais bela conquista da revolução», assume o carácter de um amplo, profundo e poderoso movimento de massas em que, tendo na vanguarda o proletariado rural, participam populações inteiras, numa histórica e exaltante afirmação de unidade, determinação, coragem e heroísmo. Em 1979, na UCP Bento Gonçalves, em Montemor-o-Novo, no decorrer da entrega de uma reserva à qual os trabalhadores, legitimamente, se opunham, a morte voltou aos campos do Alentejo. De um lado, os homens de mão do agrário e a GNR; do outro lado, os trabalhadores. A GNR dispara. São assassinados dois trabalhadores, militantes comunistas: António Casquinha e José Caravela.

    Para aprofundar o tema:


    Próximo Painel: 75 - Em defesa da soberania nacional

    75 - Em defesa da soberania nacional

    O PCP alertou antes de 1986, data de integração de Portugal na CEE, para as consequências negativas de tal facto a partir da análise da realidade nacional e europeia e sempre se tem batido na defesa dos interesses nacionais contra o rumo de integração ao serviço das multinacionais e das grandes potências, agora corporizado na União Europeia.

     

    Próximo Painel: 76 - Greve Geral

    76 - Greve Geral

    A 12 de Fevereiro de 1982 realizou-se a primeira greve geral. Convocada pela CGTP-IN e apoiada pelo PCP, contra a política do governo “AD”, constituiu uma forte afirmação do movimento operário português, paralisando o trabalho a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses dos vários ramos de actividade. Em 11 de Maio do mesmo ano, os trabalhadores ergueram outra greve geral, sempre contra a política de direita mas também em protesto contra a provocação montada pelo Governo AD e pelos amarelos da UGT. Na noite de 30 de Abril, a polícia de choque assassinou dois jovens trabalhadores: Pedro Vieira e Mário Gonçalves. Em 28 de Fevereiro de 1988, mais uma vez os trabalhadores portugueses respondem com a greve geral ao pacote laboral do Governo PSD/Cavaco Silva. Os trabalhadores recorreram novamente à greve geral em 10 de dezembro de 2002. Foram, todas elas, importantes acções na luta contra a política de direita.


    Para aprofundar o tema: 


    Próximo Painel: 77 - O XII Congresso

    77 - O XII Congresso

    Realizado em Dezembro de 1988 – catorze anos após o 25 de Abril – no seguimento do Programa da Revolução Democrática e Nacional, o Congresso aprovou o Programa do Partido: Uma Democracia Avançada no Limiar do Século XXI.

     

    Próximo Painel: 78 - O XIII Congresso (Extraordinário)

    78 - O XIII Congresso (Extraordinário)

    Realizado em Maio de 1990, num momento complexo e difícil, tanto no plano nacional como internacional – no primeiro caso, nomeadamente com o rápido avanço do processo de restauração do capitalismo monopolista em Portugal e da degradação da situação social e da democracia política; no segundo caso, com os acontecimentos, a situação e a evolução em curso na URSS e na comunidade socialista do Leste da Europa – o XIII Congresso (Extraordinário), constituiu um momento de forte e decisiva reafirmação do PCP, com o seu projecto, a sua natureza de classe, a sua ideologia, as suas bases orgânicas, a sua ligação às massas, o seu carácter internacionalista e patriótico. «Fomos, somos e seremos comunistas» – concluiu o Congresso.

     

    Próximo Painel:  79 - A primeira Festa do “Avante!” na Quinta da Atalaia

    79 - A primeira Festa do “Avante!” na Quinta da Atalaia

     7, 8 e 9 de Setembro de 1990: «Este ano, para todos nós, a festa do Avante! tem um sabor novo e contém em si motivo de nova alegria. É que a Atalaia é nossa, podendo aqui confirmar-se que a campanha de fundos ultrapassou os 100 mil contos, o que nos dá a certeza de, dentro em pouco, termos respondido a todas as obrigações e compromissos para o efeito assumidos. Termina o jogo indigno de governos e outras entidades de cederem terrenos abandonados, cheios de mato e pedras, com a esperança de nos afundarmos neles, e depois os tirarem sem outra razão que não fosse não poderem suportar a exaltante demonstração dada pela festa do Avante! da poderosa energia e capacidade de realização que se desprende do trabalho de um partido que se afirma e é um partido dos trabalhadores e do povo; não poderem suportar a demonstração de valor irradiante de criatividade, de mensagem cultural, cívica e política, do ambiente e convívio fraterno e humano, da ligação às massas e da influência de massas do Partido Comunista Português»

     

    Próximo Painel: 80 - XIV Congresso do PCP

    80 - XIV Congresso do PCP

    A 4, 5 e 6 de Dezembro de 1992, o XIV Congresso reúne em Almada. A situação internacional é completamente nova, com o desaparecimento da URSS e as derrotas do Socialismo no Leste da Europa. O cavaquismo impera em Portugal e aprofunda-se a reconstituição monopolista. O PCP resiste e afirma-se na condução das lutas que irão pôr fim ao domínio do PSD no Governo. Álvaro Cunhal é eleito Presidente de um novo órgão - o Conselho Nacional. Carlos Carvalhas é eleito para secretário-geral do Partido.

     

    Próximo Painel: 81 - Partido patriótico e internacionalista

    81 - Partido patriótico e internacionalista

    O PCP sempre uniu a sua actividade em defesa da emancipação social do povo e da pátria portuguesa à solidariedade com os trabalhadores e os povos de todo o mundo. As posições internacionalistas do PCP são expressão da sua independência. Na sua actividade internacional, o Partido combate lado a lado com as forças revolucionárias e progressistas. Por outro lado, com a sua própria luta ao serviço do Povo e da Pátria, contribui para o prosseguimento das grandes e exaltantes batalhas pelo futuro da humanidade.

     

    Próximo Painel: 82 - XVII Congresso do PCP

    82 - XVII Congresso do PCP

    Realizado num tempo complexo e cheio de dificuldades, que coloca aos comunistas de todo o mundo novas e incontornáveis exigências, o XVII Congresso do PCP constituiu um acontecimento de enorme importância para o presente e o futuro do Partido. Reafirmando de forma inequívoca a identidade do PCP e, assim, criando condições para o reforço da unidade e da coesão internas, o XVII Congresso foi motor de uma nova e impetuosa dinâmica na vida, na actividade e na intervenção partidárias. O Comité Central eleito pelo Congresso, elegeu, por sua vez, o secretário-geral do Partido: Jerónimo de Sousa.

     

    Próximo Painel:  83 - Morte de Álvaro Cunhal

    83 - Morte de Álvaro Cunhal

    Uma multidão oriunda de todo o País – militantes do Partido e simpatizantes, gente sem filiação partidária, membros de outras forças políticas, operários, empregados, estudantes, intelectuais – participou naquela que foi a maior cerimónia fúnebre alguma vez realizada em Portugal. Tratou-se da homenagem profundamente sentida a uma vida de luta que teve como referência constante e principal a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País. Tratou-se da homenagem à coerência de quem fez da sua opção pelo ideal comunista uma opção de vida e a concretizou, exemplarmente, numa intervenção singular quer no longo e complexo processo de construção colectiva do PCP, quer na acção revolucionária do Partido, decorrente do conteúdo desse processo, desenvolvida ao longo de 75 anos.

     Para aprofundar o tema:


    Próximo Painel: 84 - O comício que Portugal nunca tinha visto

    84 - O comício que Portugal nunca tinha visto

    Jerónimo de Sousa foi o candidato do PCP às eleições presidenciais de 2006. Numa grande batalha política, a candidatura do PCP foi aquela que deu o mais firme combate ao candidato da direita. No dia 14 de Janeiro, o Pavilhão Atlântico, em Lisboa, foi pequeno para receber os cerca de 25 mil apoiantes. Neste comício, que constituiu a maior iniciativa de todas as candidaturas na campanha eleitoral, Jerónimo de Sousa afirmou “o direito à esperança” do povo Português num Portugal com futuro.

    Próximo Painel: 85 - 8.º Congresso da JCP

    85 - 8.º Congresso da JCP

    Realizado em Maio de 2006, o congresso dos jovens comunistas foi a confirmação, no presente, do futuro do Partido. Jerónimo de Sousa: «Lénine afirmava que as revoluções se fazem com organização mas também com corações ardentes. Reforcem a organização e mantenham esses corações ardentes, com aquela imensa alegria de viver que vos caracteriza mesmo quando o vento cortante vos fustiga o rosto. Temos ideias, projecto e convicções justas e bastantes para acreditar que é possível um mundo melhor, mais justo, mais pacífico, mais solidário».

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