PS e BE: O pior da política de direita no Rock in Rio

A maioria PS e Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa (CML) pretendem aplicar o famigerado banco de horas, que não tem suporte legal, aos trabalhadores da limpeza urbana que irão trabalhar para o Rock in Rio. Ou seja, quer não pagar as horas extraordinárias que por lei deveria pagar aos trabalhadores que asseguram a limpeza do Rock in Rio, compensando assim, à custa dos trabalhadores, os  mais de 400.000 Euros de isenção de taxas que atribuiram ao evento. 

 

Aos órgãos de comunicação social
Solicitamos a divulgação da presente nota

Nota à comunicação social

Os trabalhadores da CML exigem respeito

A maioria PS e Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa (CML) pretende aplicar o famigerado banco de horas, que não tem suporte legal, aos trabalhadores da limpeza urbana que irão trabalhar para o Rock in Rio.

Os trabalhadores foram informados da pretensão de as respectivas horas extraordinárias serem pagas em tempo, em reuniões que tiveram lugar com os trabalhadores dos respectivos serviços de limpeza.

Não podem ser os trabalhadores a pagar através do seu trabalho os mais de 400.000 Euros de isenção de taxas a um evento privado – Rock in Rio- , que o PS e o BE aprovaram na CML.

A Célula do PCP na CML repudia tal pretensão e exige que a maioria PS/BE cumpra os seus deveres para com todos os trabalhadores que prestem serviço no evento, pagando monetariamente o trabalho extraordinário efectuado.

A Célula do PCP na CML não pode, na presente circunstância, deixar de sublinhar a incoerência e a hipocrisia do Bloco de Esquerda, tendo presente o discurso nacional que faz de preocupação com a situação de dificuldade dos trabalhadores, bem como em torno do Código do Trabalho, preocupações que, pelos vistos, não tem na CML, subscrevendo medidas que atropelam esses mesmos direitos.

A Célula do PCP na CML apela à unidade dos trabalhadores contra tais pretensões, certa de que essa unidade derrotará tais intuitos e que os direitos dos trabalhadores serão respeitados.


Lisboa, 30 de Maio de 2008  
                        
A Célula do PCP na CML