Os trabalhadores, que trabalham para o Município de Sintra, não podem perder os seus direitos e remunerações

trabalhadores sintraComunicado da Célula do PCP na CMS e SMAS A célula dos trabalhadores comunistas da CMS e dos SMAS de Sintra considera de maior importância a adopção de medidas de prevenção face à evolução do surto epidémico (Covid-19), mas reafirma que é completamente inaceitável a perda de direitos dos trabalhadores. A situação que se vive é preocupante e de carácter excepcional e assim deve ser encarada. Não podemos ser coniventes com um ataque aos direitos dos trabalhadores, nomeadamente na questão dos seus vencimentos.

 

Consideramos que as medidas devem tomadas num todo que preveja que os trabalhadores não fiquem com os seus salários e remunerações reduzidos, nomeadamente aqueles que por via do fecho dos estabelecimentos de ensino ficam com o seu vencimento reduzido a 66%. Não aceitamos que os trabalhadores com vínculos precários sejam dispensados, ou dizendo com clareza, despedidos.

 

 

Estamos a falar de dezenas de trabalhadores, cada um com as suas responsabilidades pessoais, que ficam numa situação de grande vulnerabilidade. Estamos a falar dos trabalhadores de vinculo precário nas escolas, nos Parques de Sintra e Monte da Lua, entre outros exemplos. Não aceitamos que o Presidente da CMS fale constantemente da boa saúde financeira da nossa Câmara e perante uma situação de pandemia não assegure a saúde, a segurança e o bem-estar quer dos seus próprios trabalhadores, quer daqueles que diariamente trabalham lado a lado com os seus trabalhadores garantindo que tudo corra bem e que o município seja reconhecido.

 

Relembramos ainda que o PCP defende, há mais de 20 anos, a construção de um Hospital Público, com gestão pública, de plataforma B (300 camas de internamento), no concelho de Sintra, tal como está previsto no plano distrital de cuidados de saúde e não o designado Hospital de Proximidade com as 60 camas de internamento e sem todas as valências hospitalares prioritárias.

 

A solução deste mini-hospital não dará a resposta necessária aos 400.000 habitantes do município. A actual situação comprova a necessidade de reforço do SNS como garantia do direito à saúde e é no SNS que os portugueses vão encontrar resposta aos problemas causados por esta epidemia

. A luta continua!